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Catullo Fernandes - Arte, Cultura e História
Por Catullo Fernandes - Arte, Cultura e História
Pesquisador e poeta

Os principais marcos e símbolos da cidade

Publicado: 22/07/2021 às 17:43 | Fonte: Catullo Fernandes

Diferente do que ocorre no interior, em particular na Pacheca - 6º distrito, que merecia receber diversos marcos de identificação tamanha é a história que emana daquela localidade, na zona urbana de Camaquã existem alguns marcos inconfundíveis e verdadeiros símbolos da cidade: a Sinaleira Francesa (foto) da Olavo Moraes, instalada em 1956, o túmulo do Cônego Luiz Walter Hanquet acompanhado pelo seu busto junto à Igreja Matriz, e o velho Portão da “Boa Viagem”, obra benemérita do Rotary Clube Camaquã. O novo pórtico no acesso norte da cidade com a inscrição Camaquã Terra Farroupilha, que há algum tempo aguarda por restauração, também já poderia ter se tornado uma referência para os visitantes.

Outro importante símbolo da cidade, que merece destaque é o “Lago da Foca”, acompanhado pelo relógio recentemente restaurado e o busto do patrono Donário Lopes, que inclusive dá nome à praça, inaugurada em 1953. Já a Pira da Pátria, na Praça Zeca Netto, é um símbolo das atividades cívicas, em especial a Semana da Pátria. No mesmo local foi colocado, em 1973, o Marco do Cinquentenário da Revolução de 1923, mas infelizmente pela ação de vândalos a placa alusiva se perdeu. Mais recentemente, no início do século XXI, o Núcleo de Pesquisas Históricas de Camaquã instalou na praça um marco destacando as Personalidades Camaquenses do Século XX. 

O busto do juiz de paz farroupilha Manoel da Silva Pacheco e a Gruta onde, em 2013, foi encontrada a Cruz Missioneira, na Praça Santa Cruz, também são importantes referenciais, assim como o antigo reservatório de água da Corsan, instalado nos anos 1960, popularmente chamado de Caixa D´água. Na Praça Cel. Sylvio Luis, antiga 15 de Novembro, a escultura em metal “Gaúcho Altaneiro”, doada pelo escultor Oscar Lemos, instalada em frente à Casa do Poeta Camaquense é um dos símbolos atuais da cidade. 

Nesta praça está instalado o Marco do Centenário, edificado na época do prefeito Cel. Sylvio Luiz, homenageado com um busto no Jockey Club Camaquense, instituição mais antiga da cidade fundada em 1884. Aliás, este monumento, antes colocado em frente à Igreja Matriz, é fruto de uma contradição, já que com a descoberta da fundação do Município fixada em 19 de abril de 1864, a data de 05 de maio de 1851 ficou desprezada. Portanto o Marco do Centenário erigido em 1951, em homenagem aos 100 anos de Camaquã, perdeu sua importância histórica, o que no entanto não tira seu valor pátrio como símbolo de pujança e de um amanhã promissor, que a obra retrata através de suas formas futuristas.

Resumindo: é vital que haja um movimento para preservação destes marcos históricos urbanos, bem como se organize um projeto para instalação de marcos no interior do município, especialmente na Pacheca, que foi cenário da Revolução Farroupilha. A única referência no distrito que lembrava os feitos farrapos em Camaquã era uma placa (foto) ao lado de um pequeno canhão colocada em 1996, junto à antiga Estância da Barra - fictícia Casa das Sete Mulheres, que foi retirada do local, e não se sabe o seu destino visto que as autoridades têm sido omissas neste sentido. Ao longo dos anos constata-se um verdadeiro descaso com a história de Camaquã Terra Farroupilha, e que precisa ser estancado se é que um dia o município almeje ser palco de um roteiro turístico.

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