Colunistas

Torres Gêmeas, 18 anos depois

11/09/2019 - 15h:18min
Nelson Egon Geiger

Um dos maiores pregadores evangélicos de todos os tempos, considerado das maiores personalidades cristãs do Século XX e apontado pela “Gallup” como um dos dez homens mais admirados do Mundo, confidente de diversos Presidentes dos EEUU, BILLY GRAHAM, falecido em 21.02.2018, afirmou sobre o atentado às Torres Gêmeas: “A vida sempre foi uma incerteza; o 11 de setembro só deixou isso mais claro”.

            Pois exatamente hoje, quando escrevo este artigo se completam 18 anos daquele ataque terrorista em Nova Iorque e outros locais dos Estados Unidos. Trabalhava calmamente no escritório, quando soube que um avião havia atingido uma das torres gemas, naquela Capital.

            Nem meia hora depois minha filha, no mesmo local, avisou-me. Outro avião atingiu a outra torre. Bem, não era mais uma simples fatalidade. Era algo orquestrado. Evidente era ato de terrorismo. O que se confirmou no noticiário internacional em seguida.

             E, logo outro avião atingiu parte do Pentágono, em Washington. Houve mais um quarto avião que caiu em um campo na Pensilvânia, também naquele País. A defesa norte americana através da Agência Nacional de Segurança, FBI e CIA detectou a origem dos quatro vôos simultâneos. Partiram do grupo islâmico fundamentalista “Al-Qaeda”, na época sob comando de Osana Bin Laden.

           Nesses 18 anos quase uma geração se criou considerando-se pelo menos a maioridade de todos que nasceram por perto daqueles dias. Grande parte da população atual da Terra só soube pela história daqueles atos que enxovalharam a humanidade.

             O Islamismo é das grandes religiões do mundo. Monoteísta como o Cristianismo e o Judaísmo. Tem e teve líderes respeitáveis. Todavia em alguns casos de extremo fundamentalismo cometeu excessos. Nada diferente do catolicismo durante mais de mil e duzentos anos enquanto durou a famigerada Inquisição. Mas diferente do evangelismo e do judaísmo. Fundamentalistas judeus e Protestantes nunca cometeram excessos do tipo.

            Em verdade todas as religiões citadas pregam o humanismo, o respeito pelas pessoas, a igualdade e a fraternidade. Em 321 d. C. os cristãos já formavam a maioria religiosa do Mundo e, a despeito das grandes perseguições sofridas com morte de milhares e milhares deles existiam em muito mais quantidade. Graças ao Imperador Constantino, que se tornara cristão e a proteção aos pobres, doentes e aflitos que o cristianismo difundia.

  Então não há que se temer nenhuma das grandes religiões. Ao contrário, respeitá-las. Mas o que não se deve patrocinar é a vinculação de religião com o Estado. O Estado deve ser laico. E a religião pacífica.

 

TRIBUNA – Edição de 13 de setembro de 2019.___.   

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