Colunistas

Churchll e a democracia

20/06/2019 - 14h:53min
Nelson Egon Geiger

Winston Churchill foi um dos maiores políticos de todo o mundo, sem dúvida alguma. Como Primeiro Ministro da Inglaterra durante a Segunda Guerra mundial conseguiu garantir que a Alemanha de Hitler nunca conseguisse invadir seu País. Ao final, mais precisamente a partir de 1944 somando-se aos exércitos norte americano, Resistência Francesa, forças canadenses e australianas começou na derrotar o nazismo.

O Grande dirigente inglês que, logo após a Guerra foi substituído no poder culminou em voltar à direção executiva inglesa no início dos anos 60. Dele é a frase: “a democracia é a pior forma de governo, mas, não existe outra melhor”.

Perfeita definição da grande criação grega que significa, em última instância, “o governo do povo”. Comparo com a atual situação brasileira.

Temos povo, território e governo. Com isto temos um País na concepção filosófica e jurídica do termo. Quarto País em território no Mundo e quinto em população. E, agora, um Governo totalmente democrático. Digo agora porquanto, de 2003 até 2016 vimos o perigo de rumar para um totalitário. E o que é pior, para uma ditadura dominada pela esquerda esquizofrênica admiradora da Venezuela, Cuba e Coréia do Norte.

Na última eleição conseguimos eleger um governo afastado da esquizofrenia esquerdista, defensor das liberdades, a favor do capitalismo e contra o comunismo retrógado e opressor. Basta se comparar a “genialidade” de Maduro na Venezuela ou dos Irmãos Castro em Cuba. Para não se falar no folclórico gestor da Coréia do Norte.

Mas, nosso Governo está enredado. Parece que não sabe administrar dentro do sistema de tri-partido dos poderes imaginado por Montesquieu. Porque, às vezes, tem dificuldades de conviver com o Congresso que representado o Legislativo. E outras com o Judiciário. Para não se falar no próprio Executivo que, até este momento tem apresentado uma rotatividade nunca vista em início de administração. Menos de seis meses. O último a cair foi o Presidente do BNDES Joaquim Levi. A desculpa das manifestações palacianas é a não abertura da caixa preta do referido Banco. Que apesar de nacional teve desvios internacionais.

Necessário apurar-se o fato, sim. Mas, o tempo para tal poderia ser espichado até o caminho correto. Exoneração sem alarde caso não cumprida a missão da qual duvido que o economista e apartidário Joaquim Levi se negasse. Enquanto isso a “enxurrada” de legislações criadas no Brasil, atrapalha o andamento do Judiciário. Os prazos e recursos dilatados no último Código de Processo Civil de 2015 impedem qualquer agilidade judicial. Assim, vivemos em uma democracia, mas sem saber como nela andar. Nem os chefes de poderes e nem os seus demais membros.

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