Colunistas

O CAMINHO DAS ÁGUAS

30/03/2020 - 11h:03min
Em memória - Renato Zenker - Meio Ambiente

A água se difere dos sólidos, porque não possui a força de resistência, ela simplesmente flui, nada detém sua mobilidade. Ela passa por três estados a saber: líquido, sólido e vapor. Essas condições, são responsáveis pelo ciclo da água, o que representa um longo trajeto passando pelos seus diversos estágios. Vamos demostrar de maneira bem simples o longo trajeto de uma gota de chuva.

Iniciamos pelas gotas da chuva que se precipitam das nuvens. Essa gota vai em direção a superfície terrestre e no seu trajeto, uma pequena parte evapora e depois que atinge o solo causa um impacto que é capaz de desagregar as partículas de terra, atirando á distâncias variáveis em forma circular. Na superfície acontece a evaporação de uma pequena parte, do restante da gota de chuva, uma porção infiltra e outra escorre na superfície que possua desnível. Quanto mais infiltra no solo menos erosão provoca. A porção de água da infiltração vai recarregar o lençol freático, mais próximo da superfície e uma porção vai abastecer os aquíferos mais profundos.

Nesse momento que a chuva chega na superfície é que podemos mudar os destinos das chuvas, quer utilizando processos culturais nas áreas de recargas, quer utilizando práticas de conservação do solo e água nas áreas cultivadas. Tanto as águas de escorrimento quanto as águas que infiltram vão abastecer os mananciais e as áreas úmidas. Salientamos que a divisão das águas da chuva na superfície é que definem a perenidade dos fluxos dos cursos de água. Este é um assunto que trataremos num outro momento.

O impacto direto da gota de chuva no solo também pode ser evitado ou no mínimo amenizado, para isso deve ser utilizado a proteção da superfície com vegetação verde ou morta durante todo tempo nas lavouras, mas isso vamos também mostrar como pode ser feito no próximo texto.

Nos mananciais também acontece a evaporação, que se soma as anteriores, acrescentado da evapotranspiração das plantas que formam as matas, os campos e as lavouras e assim formam as nuvens, fechando o ciclo da água na Natureza.

O homem não pode modificar o clima, mas pode interferir no ciclo da água, utilizando técnicas que estão disponíveis o que ensina a própria Natureza. Temos que cuidar da nossa aldeia de modo que diminua as catástrofes que as chuvas provocam, não só elaborando um planejamento do uso da terra na área rural, mas também por providências racionais nas ocupações das áreas urbanas. Não existe razão para submeter as pessoas aos amargos revezes que observamos cada vez mais violentos e mais frequentes. Pelo menos nós pensamos assim, fiquem espertos para o próximo texto, continuem nos prestigiando.

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