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O “COVID-19” E A GRIPE ESPANHOLA

01/04/2020 - 15h:16min
Nelson Egon Geiger

Conto um fato aqui que presenciei diretamente. Em 1972, quando cursava o 5º ano da Faculdade de Direito de Pelotas. Pois na sala da 5ª série havia quadros de formaturas de anos anteriores. Como nas outras salas.

Um quadro tratava da formatura havida em 1918. Era “sui generis” com apenas um formando: João Nunes de Campos. Um paraninfo, alguns homenageados e, sob eles a foto do único formando e o orador da turma. O Dr. João, pelotense, depois se radicou em nossa cidade. Além de advogado, proprietário de terras e produtor rural. Irmão do Dr. Edison Nunes de Campos, que foi Vereador e Vice Prefeito de Camaquã. E tio do Dr. João Carlos Nunes de Campos, expressivo advogado desta cidade.

Pois a população do Mundo em 1918 era cerca de 1 bilhão e 700 milhões de pessoas e naquele ano, finda a I Grande Guerra, sobreveio a “gripe espanhola”, que matou entre 1918 e 19 cerca de 50 milhões de pessoas em todo o Planeta. Incluindo o Brasil. Tendo a doença dizimado pessoas, aconteceu com a turma do 5º ano de Direito de Pelotas, resultando que apenas um conseguiu se formar: O Dr. João Nunes de Campos.

Os 50 milhões de mortos pelo Mundo correspondiam, em relação aos seus habitantes uma porcentagem de 3%, embora segundo os registros da época cerca de ¼ da população mundial tenha sido afetada. Ou seja, cerca de 425 milhões de pessoas. Em resumo, dos infectados morreram 8%.

HOJE o planeta tem 7 bilhões e 700 milhões de habitantes. Caso a mesma porcentagem (3%) morrer pelo COVID-19, o que se espera não vai acontecer conforme fundamentos adiante, isso corresponderia em morrerem 2.310.000 de pessoas.

Mas não vai, porquanto de todas as mortes até agora ocorridas, considerando o início da pandemia em final de 2019, pouco mais de 50 mil pessoas morreram. Com maior quantidade na China, especialmente na cidade de Wuhan, na Espanha, na Itália e nos EEUU. E já começou totalmente na China o recuo da peste, e lá nem tem havido mais mortes.

ACONTECE que as condições mundiais diferem hoje de cem anos passados. O saneamento muito mais abrangente; o avanço da medicina e da técnica. Esta em todos os sentidos: aparelhos que influenciam diretamente na vida humana e outros que aprimoram a medicina. Além das condições econômicas do Mundo em geral sobressaírem-se aos cem anos passados.

Naquela época, terminada a I Guerra, o Mundo estava combalido; pobre, faminto e sem recursos. E a técnica era incipiente. Condições hoje melhoradas. ASSIM e com a ajuda de Deus, venceremos a peste.

 

EDIÇÃO de 03 de abril de 2020._

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