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Sarau das prendas, beleza e tradição, CTG Camaquã abre inscrições para seu baile anual

25/07/2018 - 09h:22min
Camaquã pelo Rio Grande

O Tradicionalismo vai além da indumentária, da música e da preservação dos costumes, tem um jeito de viver singular, e traz, no vocabulário, uma nomenclatura própria.

Quando o Movimento Tradicionalista iniciou, em 1947, apenas os homens frequentavam os bailes e os galpões de CTG. Com o tempo, os Centros de Tradições Gaúchas se tornaram entidades familiares, onde as irmãs, mães e filhas passaram a participar das atividades, junto aos homens da família.

Até hoje, nos CTG’s, o baile é de luz acesa, sendo o ambiente tranquilo e familiar. As entidades tradicionalistas, regidas pela Carta de Princípios do MTG, mantém as regras éticas e morais do gaúcho.

O Sarau de Prendas é um exemplo da maneira peculiar de cultivar a tradição e nada mais é do que um baile de debutantes à moda gaúcha, onde as prendas (debutantes) usam o traje feminino típico do Rio Grande do Sul. O vestido de prenda, inspirado na moda europeia da década de 1940, tem diretrizes definidas pelo MTG.

No sarau admite-se modelos um pouco mais sofisticados. A vestimenta é diferente da prenda adulta, mas algumas coisas todos tem em comum: os vestidos não possuem decotes e a barra da saia deve sempre chegar ao peito do pé.

Na cultura gaúcha, o Sarau deve ser o primeiro baile da prenda que, após esta data, passa a frequentar os fandangos. É um rito de passagem da infância para a adolescência. Geralmente, as debutantes são apresentadas com o nome de seus pais, a música preferida, poesia e uma frase ou mensagem que as defina. Em seguida, dançam uma valsa, sendo a mais tradicional “Prenda jovem”, cuja autoria é do grupo “ Os Serranos”.

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