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O passado não perdoa

02/08/2018 - 10h:54min
Nelson Egon Geiger

Se o passado não perdoa, como afirma o dito popular, tem candidato que não pode insistir com os eleitores. Pena de passar a vergonha de ver sua candidatura rejeitada. No caso das eleições majoritárias (Presidente, Governadores e Senadores) obvio que o que fizer mais votos se elege e o que fizer menos fica fora.

Já que em eleições, como dizia o velho Governador Ildo Meneghetti, há diferença com futebol. Neste (Meneghetti fora Conselheiro do Inter) se ganha, perde-se ou se empata. Em eleições é diferente, porque não tem empate: se ganha ou se perde.

Então nas eleições que se aproximam e para as quais ninguém manifesta empolgação, aqueles com passado suspeito, evidente não devem ser perdoados pelos eleitores.

Embora existam os aficionados. Aqueles que têm sua afeição como se fosse o seu partido uma seita. Uma religião rígida. Uma crença inabalável. Tanto que ainda se encontram os defensores do “poderoso chefão”. Se ele conseguir sair da cadeia ou registrar sua candidatura, o que se espera não consiga nenhuma, por certo terá entusiastas e embriagados admiradores: “ninguém provou nada contra ele; ninguém provou que triplex era dele; ninguém provará que o sito de Atibaia também era dele”. Cegos, não?

Acham que o meliante explorador da coisa pública, o chefe do saque contra as empresas estatais, é inocente. Corruptos são apenas os empresários que fizeram acordos com o Governo. Cobraram mais caro. Extrapolaram preços de obras para poder, com caixa 2 ou não. para dividir o dinheiro, que seria do povo com os ocupantes dos cargos governamentais.

Mas a verdade nua e crua é que o passado não perdoa. Qualquer que seja o político. E somente o eleitor tem a presteza, através do voto, de afastá-lo da vida pública. Basta votar contra.

Não somente para cargos executivos. Também para o legislativo. Simplesmente não votar mais em Deputados que tiveram participações em “negociatas” com o erário público. Ou, mesmo que, não participando das negociações, tenham recebido uma “beirada” desse dinheiro roubado da nação. Embora aqui, em nosso Estado exista mais seriedade e tenham poucos parlamentares envolvidos, também restaram alguns. Bem perto daqui tem um que está querendo voltar para a Assembléia, mas, teve seus bens bloqueados em razão do tempo em que era Prefeito. Aliás, tem um candidato a Governador que, também sofreu bloqueio na semana passada por causa de atos não explicados na administração como prefeito. Com esse passado, não merecem o voto popular. É a hora de se votar apenas nos que tenham passado limpo, sem mácula. Não é verdade?

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