Estado registra aumento no número de transplantes

Outro destaque do ano foi a redução da fila de espera por transplante de córnea


Por Redação/Clic Camaquã Publicado 27/02/2014
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O Rio Grande do Sul registrou, em 2013, um aumento de 17% nas notificações de morte encefálica e de 4% dos doadores efetivos, segundo o balanço anual da Central Estadual de Regulação de Transplantes. Outro destaque do ano foi a redução da fila de espera por transplante de córnea, considerada zerada desde agosto. O estudo indica ainda a ampliação em 25% do aproveitamento multiorgânico, quando mais de um órgão é implantado por doador, e do número de transplantes de fígado e medula óssea. 

Para a coordenadora da Central, Rosana Nothen, o aumento das notificações se deve à qualificação do trabalho das Organizações de Procura de Órgãos (OPOs), que atuam regionalmente junto aos hospitais. “A Secretaria Estadual da Saúde adotou medidas de estruturação e financiamento das organizações e investiu em maior disponibilidade de diagnóstico de morte encefálica”, informa. 

A capacitação de profissionais dos hospitais habilitados para formação de comissões para doação é outro ponto destacado pela coordenadora. Em 2013, a Central iniciou uma série de formações em Coordenação Hospitalar de Transplantes, com previsão de seis edições até o final de 2014, que capacitará em torno de 200 profissionais, entre médicos e enfermeiros. A iniciativa da Central é custeada pelo Tesouro do Estado. 

Fim da espera por córnea 
A diminuição da lista de pacientes ativos à espera por córnea é considerada um marco pela coordenação da Central. O número, que era de 382 em março de 2012, foi reduzido a 10 pacientes em dezembro de 2013. “Conquistamos a redução do tempo médio de espera pelo transplante de córnea, que era de nove meses em janeiro de 2011, para cerca de duas semanas, tempo hábil para preparar o receptor”, afirma Rosana. 

Com este resultado, o Rio Grande do Sul é considerado pelo Ministério da Saúde um dos quatro Estados, além do Distrito Federal, que conseguiram acabar com a espera para a realização de transplante de córnea. A marca foi alcançada porque a capacidade instalada dos serviços especializados e a quantidade de doações tornaram-se suficientes para atender à demanda atual. 

Mais transplantes de fígado e de medula óssea 
O número de transplantes de fígado realizados em 2013 aumentou em 23% em relação a 2012, passando de 111 para 137. Já os transplantes de medula óssea mais complexos, com doadores aparentados ou localizados em registros de doadores, somaram 51 em 2013, o que representa um aumento de 24% em relação ao ano anterior. 

Os transplantes de rim de doadores falecidos também aumentaram (de 456, em 2012, para 475, em 2013), mas os procedimentos com doadores vivos diminuíram (de 102 para 71). Os números relativos aos transplantes de pulmão e coração tiveram pouca variação. 

Perfil dos doadores 
O levantamento da Central também informa sobre o perfil dos doadores de órgãos no Estado. Em 2013, 60% foram homens, 51% eram do grupo sanguíneo O e 34% da faixa etária de 50 a 64 anos. 

A recusa familiar continua sendo o principal motivo da não efetivação da doação entre entre os prováveis doadores, sendo a causa de 72% dos casos em que isso ocorreu. 


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