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Erisipela: entenda o que é a infecção na pele de Jair Bolsonaro

Segundo Carlos Bolsonaro e Hamilton Mourão, perna do presidente foi afetada pela doença; confira os sintomas


Por Redação Clic Camaquã Publicado 05/12/2022
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Foto: Divulgação/Ilustrativa

O vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-Rio) afirmou, em publicação no Telegram neste domingo (4), que o pai, o presidente Jair Bolsonaro (PL), teve erisipela – uma infecção na pele causada por bactérias – em uma das pernas.

Em 16 de novembro, em entrevista concedida ao jornal “O Globo”, o vice-presidente Hamilton Mourão (Republicanos-RS) havia afirmado o mesmo, ao justificar a ausência do presidente Bolsonaro em uma cerimônia para receber as cartas credenciais de embaixadores estrangeiros.

“É questão de saúde. Está com uma ferida na perna, uma erisipela. Não pode vestir calça, como é que ele vai vir para cá de bermuda?”, disse Mourão na ocasião.

Segundo disse Carlos Bolsonaro neste domingo, o presidente já está em processo de recuperação e “tudo corre muito bem”. O Palácio do Planalto foi procurado na tarde deste domingo, mas não havia confirmado a informação até a última atualização desta reportagem.

O que é erisipela?

Segundo a dermatologista Ada Regina Trindade de Almeida, membro da diretoria científica da regional de São Paulo da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), a erisipela é uma infecção de pele causada por bactérias – a mais comum é o Estreptococo, mas outros microrganismos também podem estar envolvidos.

Por meio dessa porta de entrada, as bactérias – que se encontram no meio ambiente e não precisam de um contato com uma pessoa ou animal infectado para serem transmitidas – penetram na pele e acabam se espalhando com facilidade.

Segundo a SBD, a erisipela pode ter grande envolvimento dos vasos linfáticos e afeta com maior frequência nos membros inferiores. Mas as infecções também podem atingir em outras áreas, como mãos e até mesmo rosto.

Quais os sintomas da erisipela?

De acordo com Trindade, os principais sintomas são:

  • dor;
  • vermelhidão;
  • calor;
  • inchaço;
  • e sinais de inflamação.

Segundo a SBD, o quadro pode ter um início súbito e apresentar outros sinais de alerta, antes mesmo de surgirem sinais de infecção na pele, como:

  • fadiga;
  • vômitos;
  • náusea;
  • fraqueza;
  • dor de cabeça;
  • e calafrios.

Casos mais graves também podem apresentar o escurecimento da pele na região. Caso não haja tratamento adequado, o quadro pode evoluir para uma infecção generalizada com risco de morte do paciente.

Ainda segundo Trindade, a doença é bastante comum e pode acometer homens e mulheres de todas as idades, mas é principalmente vista em pessoas da terceira idade.

“Pessoas que têm uma tendência a ter varizes e dificuldades de circulação também têm um risco maior, assim como aquelas com algum problema de insuficiência cardíaca ou renal”, afirma.

Pessoas obesas, com diabetes e com baixa imunidade também são mais suscetíveis à doença.

Como é o tratamento da erisipela?

Segundo o Ministério da Saúde, o tratamento para a doença pode ser feito com uma combinação de várias medidas realizadas ao mesmo tempo, mas sempre de acordo com a orientação profissional.

Entre as medidas, estão:

  • uso de antibióticos específicos para eliminar a bactéria;
  • repouso absoluto com as pernas elevadas para redução do inchaço (principalmente na fase inicial da doença);
  • e tratamento das lesões de pele que podem ter servido como porta de entrada.

Em alguns casos, os médicos também podem sugerir que o local seja enfaixado.

A limpeza adequada da pele para evitar o ambiente de proliferação das bactérias e o possível uso de medicamentos de apoio, como remédios contra a febre, anti-inflamatórios e analgésicos, também fazem parte do tratamento.

Segundo informações do Ministério da Saúde, além da higiene adequada e do tratamento das portas de entrada, a manutenção do peso com uma dieta saudável também pode ajudar a impedir que o paciente volte a ter a doença.

Outras dicas são:

  • evitar ficar muito tempo parado (seja em pé ou sentado);
  • fazer o repouso com as pernas elevadas;
  • e apostar no uso frequente de meias elásticas para combater o inchaço.

Trindade afirma ainda que é importante a busca por médicos devidamente habilitados para o diagnóstico e tratamento da erisipela: “Às vezes, as pessoas querem fazer o tratamento por conta própria e podem acabar piorando a situação. É preciso ir ao médico”.

*Texto: g1 RS


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