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Polícia esclarece execução de camaquense de 16 anos em Porto Alegre

Adolescente de 16 anos foi morta com 15 tiros no dia 22 de abril de 2020, no bairro Ponta Grossa, em Porto Alegre


Por Redação Clic Camaquã Publicado 04/06/2020
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A 4ª Delegacia de Polícia de Homicídios e Proteção à Pessoa (4ª DPHPP) esclareceu a execução de uma adolescente de 16 anos, natural de Camaquã, na madrugada do dia 22 de abril no Beco da Ponta Grossa, no bairro Ponta Grossa, em Porto Alegre. Na manhã desta quinta-feira, o homem suspeito de ser o gerente do tráfico de drogas na vila dos Sargentos, no bairro Serraria, foi preso. Ele é acusado de ser o executor do crime e integrante de uma facção criminosa que atua na região.

Os agentes da 4ª DPHPP, sob comando do delegado Rodrigo Pohlmann Garcia, localizaram o suspeito, mas não teriam tempo hábil de chegar na região do bairro Cavalhada, então, pediram apoio ao efetivo do 1º BPM, que conseguiu deter o foragido na avenida Cavalhada. Com ele, houve a apreensão de cerca de R$ 1 mil em espécie e dois celulares, além de duas camisetas personalizadas.

Segundo o titular da 4ª DPHPP, o criminoso comandava não apenas o tráfico de drogas, mas agia também “como executor das ordens emanadas pelos líderes da facção que estão detidos no sistema penitenciário. Dois deles estão em penitenciárias federais”.

De acordo com o delegado Rodrigo Pohlmann Garcia, o traficante aproveitava-se do vínculo dele com operadoras de aplicativos de transporte para “levar e recolher o dinheiro do tráfico de drogas, transportar integrantes da facção para as mais variadas atuações, buscando com isso tentar passar incólume em barreiras policiais”.

A investigação da 4ª DPHPP apurou que a adolescente morta estava traficando na região. “Entretanto como também era usuária, acabou fazendo uso de parte da droga que deveria ser vendida e, por essa razão, foi sequestrada e executada fora da vila dos Sargentos, atendendo a ordens emanadas das lideranças dessa organização criminosa”, explicou o delegado Rodrigo Pohlmann Garcia.

O acusado e um cúmplice, irmão de um dos líderes da facção, colocaram a vítima em um Fiat Siena, de cor preta, e a levaram então até o Beco da Ponta Grossa, local bastante ermo e afastado, onde a executaram com 15 disparos de pistola. O cúmplice da execução seria preso por outro delito pela Brigada Militar no dia 19 de maio.

Ele estava com uma grande quantidade e variedade de drogas, além de insumos e cadernos de anotações. A ordem de prisão preventiva foi entregue dentro do sistema penitenciário.


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