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Hospital não entrega à polícia ficha de idosa retirada de velório após família alegar que ela estava viva

Após negativa da Santa Casa de Caridade, delegado foi à Justiça para exigir entrega da documentação referente ao atendimento


Por Redação Clic Camaquã Publicado 23/08/2019
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A Polícia Civil pediu à Justiça para ter acesso à ficha de atendimento médico da idosa de 80 anos que estava sendo velada e que foi levada de volta ao hospital após a família alegar que ela ainda apresentava sinais vitais. A corporação diz que solicitou o documento à Santa Casa de Caridade de Bagé, na Região da Campanha, mas que o pedido foi negado pela instituição. 

De acordo com o delegado Luis Eduardo Benites, titular da 2ª Delegacia de Polícia da cidade, a ficha de atendimento é fundamental para a investigação e para a confecção do laudo de necropsia. O documento vai ser usado para a polícia saber se a idosa de fato já estava morta no momento do velório — para isso, o horário do óbito atestado pelo hospital será confrontado com o do laudo produzido pelo Instituto-Geral de Perícias (IGP). 

A Santa Casa de Caridade de Bagé foi procurada e informou, em nota, que a idosa teve o óbito confirmado por um médico à 0h30min de terça-feira (20). Ainda segundo a instituição, após familiares desconfiarem que ela estava viva, enviou um profissional até o local do velório e que ele voltou a confirmar o óbito. No entanto, decidiu levar a mulher de volta à casa de saúde para “acalmar” os familiares.

Leia mais: Idosa é velada por oito horas enquanto ainda estava viva, em Bagé

“Com o objetivo de acalmar e confortar os familiares, ofereceu a remoção da idosa novamente ao hospital para utilizar equipamentos que confirmaram a ausência de vida na presença de outros profissionais da saúde e familiares”, diz o hospital.

Novos questionamentos sobre a negativa de entrega da documentação à polícia foram enviados e aguardam retorno. 

Delegado ouve familiares da idosa

Na quarta-feira (22), os familiares que afirmaram que a idosa estava viva foram ouvidos pela polícia. Inicialmente, eles disseram que utilizaram um equipamento para medir a pressão arterial, que apontou 12 por 7, e que a mulher tinha 50 batimentos cardíacos por minuto.

O delegado Luis Eduardo Benites diz que os depoimentos foram importantes, mas “confusos” sobre a cronologia dos fatos. Agora, a polícia quer ouvir a funerária que atendeu a mulher e, depois, ouvir a equipe médica. 

— Segundo a família, sentiram o corpo quente dela e alguém aferiu a pressão, percebendo supostamente batimentos cardíacos. Tudo é muito confuso no que os familiares falam. Depois da morte, algumas pessoas têm espasmos e pode ser isso que ocorreu. Quem vai dizer é o médico legista — declarou Benites. 

A investigação, por enquanto, é classificada em documentos da polícia como apuração por “outros crimes”, já que não foi identificado o possível delito.

Entenda o caso 

A idosa estava internada havia duas semanas no hospital e, de acordo com o boletim de ocorrência, sofreu uma parada cardíaca na madrugada de terça-feira, quando os parentes foram chamados e, em seguida, o óbito foi anunciado.

Após suspeitarem que ela estava viva, depois de oito horas de velório, a mulher foi de novo levada para o hospital. Uma nova confirmação foi feita pelos médicos e o sepultamento ocorreu após a realização dos trabalhos do Departamento Médico-Legal, no final daquela tarde.

Leia a nota do hospital:

“A Santa Casa de Caridade de Bagé, vem a público informar que devido o ocorrido no dia 20/08/2019 onde foi constatado o óbito da paciente por volta das 00:30 de terça-feira.

Pela manhã, ainda durante o velório, um familiar ficou em dúvida se a idosa estaria sem vida. A presença do médico assistente foi solicitada e o mesmo compareceu prontamente ao local, e confirmou o óbito.

Com o objetivo de acalmar e confortar os familiares ofereceu a remoção da idosa novamente ao hospital para utilizar equipamentos que confirmaram a ausência de vida na presença de outros profissionais da saúde e familiares.

A Instituição está à disposição das autoridades competentes para esclarecimento”


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