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Golpe que vitimou camaquenses foi feito com documento de policial falsificado

Usando carteira funcional fraudada, criminosos pressionam e ameaçam usar a polícia para chantagear vítimas. Até o momento, são mais de 50 crimes cometidos, com diversas vítimas em Camaquã e região


Por Redação Clic Camaquã Publicado 15/08/2019
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Há pouco mais de um ano, o policial civil Roberto, 36 anos, foi obrigado a trocar de lado do balcão na delegacia: de investigador de crimes violentos e com muito dinheiro envolvido em um dos principais departamentos da corporação, tornou-se alvo de estelionatários em vários pontos do Brasil. Criminosos falsificaram sua identidade funcional e passaram a usá-la para dar legitimidade a golpes. Já há confirmação de casos com seu documento em cinco Estados: além do Rio Grande do Sul, há vítimas de Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso e Pernambuco.

Segundo o policial, que pediu para ter o sobrenome preservado, tornou-se rotina atender de duas a três ligações por dia em seu celular e do outro lado da linha havia colegas da polícia avisando sobre o documento dele ter sido usado em um golpe. Também o procuram vítimas que, de alguma maneira, conseguiram seu número e ligam para verificar a veracidade da história. Em outros casos, há quem ligue cobrando-o por achar que ele está envolvido nas trapaças.

— É horrível. Jamais imaginava que passaria por isso. Sou uma pessoa que preserva muito a imagem. Minhas redes sociais são bloqueadas e evito aparecer em imagens ou dar entrevistar para imprensa. Esse documento falso circulando pode me atrapalhar até em uma investigação — lamenta Roberto.

Após a quantidade de vezes nas quais viu seu documento circulando em grupos de Whatsapp, ele mesmo fez investigação preliminar contra os criminosos. Fora as ocorrências de outros Estados, descobriu pelo menos 50 casos espalhados pelo Rio Grande do Sul. Ele informa que perdeu as contas, mas tem certeza ter sido procurado por colegas de Porto Alegre, Camaquã, São Lourenço do Sul, Caxias do Sul, Viamão, Alvorada, Herval e Torres.

Leia mais: Camaquense é vítima do “Golpe dos Nudes” 

São dois crimes em que há registro de uso de sua identidade funcional forjada por estelionatários:

1) O primeiro deles é o golpe dos nudes. Na modalidade, estelionatários usam perfil falso de uma mulher jovem e bonita em rede social para procurar e seduzir homens entre 40 e 50 anos, a maioria casado. A conversa entre o perfil falso e a vítima avança, passa para o Whatsapp até o momento em que começa a troca de imagens íntimas, os chamados nudes. Após alguns dias de conversa, um outro número procura a vítima, diz se pai da mulher e policial civil, informa que ela é menor de idade e começa a chantagear para não procurar as autoridades e expor as fotos. A imagem do documento adulterado de Roberto é mostrada para dar legitimidade à trapaça.

2) A outra modalidade é o golpe do OLX. Neste, criminosos fazem a negociação de compra de produtos anunciados no site e repassam a imagem de um depósito falso para o vendedor. Desconfiada, a vítima prefere esperar o dinheiro aparecer e aí entra a imagem de Roberto: o criminoso afirma que é policial civil e começa a pressionar o vendedor. Diz que vai ir atrás dele com colegas ou que vai cumprir um mandado de busca na casa para ter acesso ao bem que “tentava comprar”.

Nem sempre dá certo, mas usando o documento falso os estelionatários já atingiram o sucesso. Em Cachoeirinha, um empresário casado envolveu-se no golpe dos nudes e pagou R$ 18 mil para ter sua imagem preservada. Em outro caso investigado pela Polícia Civil, no golpe do OLX, os bandidos conseguiram vídeo-game, celulares e até uma banheira de hidromassagem.

A própria delegacia em que o policial vítima trabalha deu início a uma investigação. O agente identificou que, no golpe dos nudes, os estelionatários se encontram dentro do sistema prisional. Eles contam com o auxílio de familiares e outras pessoas próximas para praticar os crimes. A unidade chegou a pedir mandados para a Justiça, mas não obteve retorno. Uma outra delegacia assumiu a apuração e agora tenta identificar quem usa a imagem e aplica os golpes.

Incomodado, Roberto chegou a fazer uma montagem do documento falso que é usado contra ele — retirando seu nome completo e assinatura. Ele suspeita que a sua foto usada no plágio tenha sido retirada do sistema de trânsito ou então da Secretaria da Segurança Pública. O restante dos dados foi editado com informações públicos que se encontram na internet. O policial diz que uma das maneiras mais fáceis de perceber que é uma falsificação está na foto: todas as imagens oficiais em carteiras da Polícia Civil são com agentes de terno e gravata.

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A Polícia Civil pede que, em caso de receber a imagem, jamais repassar para outros contatos mesmo que seja em forma de alerta. É que cada vez que é compartilhado, mais pessoas têm acesso ao falso documento e a possibilidade de chegar em estelionatários é maior. Em casos de ser vítima do golpe, a recomendação é sempre ir na delegacia.

O delegado André Anicet Lobo, da delegacia Delegacia de Repressão aos Crimes Informáticos, diz que se tornaram comuns falsificações de documento e até perfis fake de policiais civis e militares na internet. Por isso, recomenda dobrar a atenção quando alguém se apresentar dessa maneira.

— Os criminosos perceberam a presunção de confiabilidade de um policial para mostrar lisura e aplicar golpe, mas vamos descobrir quem são. A própria falsificação já é crime e o uso de documento falso também é. Investigamos todas essas situações — afirmou.

Como não cair nos golpes:

  • Evite iniciar conversas por meio de aplicativos de mensagens com perfis desconhecidos.
  • Não troque fotografias que possam ter conotação íntima, por meio de aplicativos, como WhatsApp ou Messenger.
  • Evite conversas por meio de aplicativos com prefixo telefônico desconhecido.
  • Não faça depósitos, transferências ou pagamentos para desconhecidos.
  • Se for vítima de algum golpe ou de tentativa de abordagem desse tipo, procure a polícia e registre ocorrência.

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