Política

EXCLUSIVA: Após um ano preso, vereador volta à Câmara de Chuvisca

Hélio José Langhanz teve liberdade concedida na última semana e retorna de sua licença nesta terça
Por: Elias Bielaski | Publicado: 22/11/2021 às 15:23 | Alterado: 29/11/2021 às 12:22
Foto: Arquivo / Clic Camaquã
Foto: Arquivo / Clic Camaquã

Nesta terça-feira, 23 de novembro, a Câmara Municipal de Vereadore de Chuvisca realiza sua 41ª Sessão Ordinária de 2021. A sessão deve ser marcada pela saída da vereadora Luana Niele Konflanz, do Progressistas (PP), para o retorno de seu correligionário, Hélio José Langhanz.

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O vereador foi afastado em novembro de 2020, após ter prisão preventiva decretada pelo Poder Judiciário. Com sua soltura autorizada pela Justiça na última semana, o vereador comunicou o desejo de retornar à Câmara ainda na sexta-feira (19).

Imediatamente, o Departamento Jurídico da Câmara de Vereadores deu início ao trâmite para possibilitar o retorno do parlamentar à sua cadeira.

O juiz de Direito Felipe Valente Selistre entendeu não haver necessidade da manutenção da prisão preventiva, aceitando o pedido da defesa e concedendo liberdade a Hélio.

Contatado pela reportagem do Clic Camaquã, o promotor de Justiça Francisco Saldanha Lauenstein afirmou que recorrerá da decisão. Ele lembrou que o processo segue ativo e que o entendimento do juiz não siginifica qualquer interrupção no processo.

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Hélio foi o terceiro candidato mais votado na Eleição Municipal de 2020, sendo reeleito vereador. A eleição ocorreu em outubro, dois meses após o atropelamento.

A prisão, no entanto, ocorreu um mês depois da eleição, em novembro de 2020. Com isso, ele foi empossado de forma online direto da casa penal. Clique aqui e relembre.

Ele cumpriu prisão preventiva por doze meses no Presídio Estadual de Camaquã. 

A acusação

Hélio é acusado de atropelar Lorena Tavares da Silva, na época com 63 anos, moradora de Chuvisca. 

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O incidente ocorreu no dia 8 de agosto de 2020, na ERS-350, próximo a um posto de combustível na cidade de Chuvisca. 

A Polícia Civil emitiu uma nota sobre a investigação e afirmou que o investigado estava embriagado no momento do ocorrido. 

Ainda de acordo com a Polícia, ele fugiu do local sem prestar socorro e ocultou o veículo utilizado no crime, que foi posteriormente localizado pelos agentes da Delegacia de Polícia de Camaquã.

Também de acordo com a nota, durante as investigações, o suspeito chegou a ameaçar de morte uma testemunha, fato que reforçou a necessidade de sua prisão preventiva.

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Lorena teve dezenas de lesões pelo corpo, entre elas: fraturas na canela, acima do joelho, costelas, bacia, dedos da mão, braço e ombro.

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