Campo em Dia

FUMO: “As indústrias poderiam pagar melhor pelo fumo”, afirma presidente de Sindicato

Presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Camaquã falou sobre a comercialização do tabaco na região e sobre os serviços prestados pela entidade aos associados.
Por: Eduardo Costa | Publicado: 16/06/2020 às 00:00 | Alterado: 22/04/2021 às 11:06
Lindomar Bergmann, presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Camaquã
Lindomar Bergmann, presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Camaquã

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Camaquã, Lindomar Bergmann, participou do programa Campo em Dia desta terça-feira (16) e falou sobre as atividades da entidade em prol dos agricultores associados. Entre os temas abordados, Bergmann falou sobre a dificuldade enfrentada pelos produtores na comercialização do tabaco em meio a pandemia de Coronavírus.

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A quebra de cerca de 30% na safra foi abordada em uma vídeo conferência envolvendo integrantes da Comissão do Tabaco com duas empresas fumageiras. O encontro virtual ocorreu no final do mês de maio. De acordo com o presidente, as empresas afirmaram que as exportações estão paradas o que influencia na venda do fumo, e consequentemente, no preço pago ao produtor.

“A indústria alegou que devido a exportação parada, estão apenas comprando e estocando o fumo, e que devido à seca, tem qualidade baixa do tabaco. Mas não paramos. Temos mais uma vídeo conferência no final do mês de junho”, afirmou o presidente da entidade. Bergmann disse ainda que o sindicato está buscando esclarecimento junto a uma indústria fumageira sobre o porque está deixando de trabalhar com alguns produtores da região de Camaquã. “A Souza Cruz está deixando de trabalhar com alguns produtores. Eles alegaram que a qualidade do fumo desses produtores não se enquadra com umas mudanças que eles estão fazendo. Eles alegam que o consumo do tabaco diminuiu, eles estão ajustando alguma coisa e vão trabalhar com uma linha de fumo melhor”, disse.

O presidente do Sindicato disse que o produtor sempre se esforça para entregar um produto de qualidade de acordo com o que a empresa quer. O encontro virtual das entidades contou também com a participação da indústria de tabaco Alliance One, que afirmou ter dificuldades na área de exportação do fumo.

Comercialização do tabaco chega a 75%

A comercialização do tabaco foi outro tema abordado no programa Campo em Dia. Lindomar Bergmann disse que a venda do fumo alcançou cerca de 75% na região de Camaquã. “Tá parado né. Os produtores que tem cadastro na empresa, em ano normal, toda semana ele pode vender um pouco, ou se está boa a compra ele pega e vende tudo. Esse ano não. Esse ano a empresa está dando escalonamento longo pra enviar, pois eles estão trabalhando com 50% da capacidade. Tem mais essa. Freou a comercialização”, afirmou.

A estiagem foi um ponto que prejudicou o preço pago ao produtor pois alterou a qualidade do tabaco. Bergamann disse que alguns produtores pensam em iniciar o cultivo do tabaco com o uso de irrigação, mas como não é a realidade de todos, é um trabalho que deve ser desenvolvido a longo prazo. “Esse ano foi um ano difícil. Nem em poço artesiano nós tínhamos água, nem pra consumo”.

Preço do tabaco

O preço pago ao produtor também foi abordado na vídeo conferência da Comissão do Tabaco realizada em maio. De acordo com Lindomar Bergmann, a avaliação do sindicato é que as indústrias poderiam pagar melhor pelo fumo devido à pouca quantidade, mas as empresas alegaram que não podem pagar mais pois a qualidade do tabaco não é boa e que as exportações estão trancadas. “A gente vai seguir. A Federação já marcou outra reunião para o final do mês de junho. A negociação de tabela também será abordado no encontro”, afirmou Bergmann.

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Camaquã, que possui extensão nos municípios de Arambaré e Chuvisca, falou sobre os serviços prestados aos associados. Confira a integra da entrevista:

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