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ClicTv: Futebol Feminino do Guarany de Camaquã já tem mais de 40 meninas

"Mulher sabe jogar, aqui é um exemplo disso. Lugar de menina é no futebol brasileiro" afirma estudante. Confira relatos do professor e das atletas das categorias sub-15 e sub-17 sobre preconceito e a importância da valorização da mulher no esporte
Publicado: 27/08/2019 às 00:00 | Alterado: 16/06/2021 às 10:23
Foto: Luisa Flores/Clic Camaquã
Foto: Luisa Flores/Clic Camaquã
Foto: Luisa Flores/Clic Camaquã
Foto: Luisa Flores/Clic Camaquã

A escolinha de futebol feminino do Guarany de Camaquã começou a cerca de um mês. O projeto foi idealizado e colocado em prática pelo professor Alessandro Braga Martins (Japa), com o objetivo de incentivar as meninas camaquenses no esporte. Atualmente, estão matriculadas aproximadamente 40 meninas a partir dos 7 anos de idade.

Os treinos acontecem nas segundas e quartas-feiras, exclusivamente para elas. Assim como os meninos, as atletas possuem acompanhamento psicológico com a psicóloga Luciane Pastorini.

O professor conta que recebeu muito apoio da direção do clube quando externou a ideia do projeto e a procura foi imediata. "Logo que começamos a divulgar, elas abraçaram a causa. Foi muito procurado". Japa conta que a principal diferença entre treinar um time feminino e um masculino é a discipina quanto às regras. Segundo ele, as mulheres são mais atentas às determinações e orientações do técnico "Elas respeitam rigorosamente a informação" declara.

Alessandro falou também sobre o preconceito enfrentado pela mulher no futebol, que ainda é visto como um esporte masculino. "A escolinha quer mudar isso, de que mulher não sabe jogar. Lugar de mulher é onde ela quiser, então, lugar de mulher é também no futebol".

As categorias sub-15 e sub-17 somam 16 meninas. As atletas Alessandra, Hellen, Vitória e Joana são algumas delas. As meninas confessaram a reportagem que sempre foram apaixonadas por futebol e todas receberam muito apoio da família. "Quando eu era pequena, pedi uma bola de presente pros meus pais, desde lá nunca parei de jogar", conta Vitória. Hellen, que cresceu com a mesma paixão, relata que na escola acabava tendo que jogar com os meninos, já que não havia time de meninas "Ficavam zombando, chamando de machinho, mas eu não dou bola". Joana diz que o apoio é fundamental para que o futebol feminino cresça no Brasil "As meninas precisam ser incentivadas, é viver numa socieade que não nos apoia".

Confira o vídeo:

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