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Bobo da corte


Por Redação Clic Camaquã Publicado 24/07/2017
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Para se proporcionar alguma alegria, antigamente os reis mantinham humoristas em seus palácios. Especialmente nos saguões amplos de trabalho. Para distraí-los em momentos de tédio. Os chamados “bobos da corte”.

Hoje o bobo da corte é o povo brasileiro. Sim, porquanto têm alguns que pensam que o povo é um idiota. Que nada vê e que nada crê. Somente nas informações e nos infantis “álibis” por eles criados. Como se as afirmações simples de inocência sejam suficientes para provar que nada fizeram de errado.

Ora, nenhum Juiz, Tribunal, Promotor ou Advogado espera que quem tenha cometido um delito confesse espontaneamente. Com raras e honrosas exceções. Ao longo da minha carreira já assisti pessoas assumirem, desde o início, o cometimento de fato errado. Culposo ou doloso. Especialmente nessa última modalidade.

Ainda o delito culposo é mais fácil de ser admitido. No caso do doloso, sempre há justificativa. É o que se escuta, lê e assisti diariamente nos noticiosos. Mais tem gente para tudo. Especialmente para fazer o povo de bobo. Como aqueles humoristas antigos que serviam aos reis, tentando fazê-los rir na sua atividade de “bobo da corte”.

Nada diferente do ex-presidente LULA. E de sua Ilustre defesa. Taxando a sentença judicial que o condenou, de forma modesta, a nove anos e meio de prisão pelo recebimento de um apartamento como propina por permitir o saque de dinheiro público. Mais precisamente, por contratos lesivos a uma empresa estatal: a Petrobrás. E no caso a empreiteira chamada de OAS, através de seu proprietário, Léo Pinheiro.

E tudo porquanto o apartamento famoso, em Guarujá, São Paulo, não está registrado em nome dele, LULA. Por acaso está em nome de um amigo. Também por acaso, ele esteve no apartamento com o dono da empreiteira. Também por acaso sua falecida esposa esteve no local. Também por acaso, testemunhas viram o casal lá. Também, por acaso, foi encontrado em seus pertences um contrato formalizando a compra, embora sem assinatura. Também, por acaso, a empreiteira atendeu a um pedido de montar um elevador privado no edifício.

Mas, o apartamento não está registrado no Cartório em seu nome, logo não lhe pertence. Como se o registro fosse a única prova válida da propriedade, do interesse no bem e de seu recebimento. Fora de uma prova nesses termos, não é proprietário. Qualquer sentença que apurar o contrário está errada. Não é válida. É persecutória. É para me prejudicar. E ainda tem gente que acredita nas suas palavras. Na sua insistente negativa. Como se nós, o provo brasileiro, fosse o “bobo da corte” do Rei.


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