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Os 140 anos da morte de Garibaldi: “O condottiere e o rio Camaquã”


Por Redação Clic Camaquã Publicado 29/06/2022
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Ataque de Moringue ao estaleiro de Garibaldi, nas ilhas do Camaquã Ilustração: Sandro Braga

O condottiere italiano Giuseppe Garibaldi é uma das personalidades mais icônicas do mundo – não por acaso até hoje é reconhecido como o herói de dois mundos. No século XIX onde a própria arte da fotografia era incipiente, mesmo assim, Garibaldi se popularizou mundialmente. Um dos motivos obviamente é a figura do homem destemido, patriótico e defensor das causas libertárias. Mas certamente sua amizade com um dos maiores escritores da época e de todos os tempos contribuiu e muito para criar e consolidar a lenda.

O romancista e dramaturgo francês Alexandre Dumas (1802 – 1870), autor de obras célebres do porte de “Os três mosqueteiros”, no ano de 1860, escreveu “As memórias de Garibaldi”, e a partir de março de 1861 engajou-se nos três anos seguintes na luta pela unificação da Itália, retornando a Paris em 1864. Ele conheceu Garibaldi como poucos, e baseando-se em intermináveis conversas e no próprio diário do condottiere, nascia um livro a quatro mãos, que ganharia o mundo.

A obra conta a passagem de Giuseppe pela América do Sul, no período da Revolução Farroupilha (1935-1845), onde Camaquã é um dos importantes cenários do enredo. Em diferentes reedições ao longo dos anos editores cunharam uma frase perfeita: Não houvesse existido Garibaldi, Dumas o teria inventado.

Natural da região da Carbonária, filho de um construtor naval italiano, o marinheiro Giuseppe Garibaldi (Nice 04/07/1807 – Caprera 02/06/1882), nasceu com espírito revolucionário, tendo combatido em vários países da Europa, lutando pela unificação da Itália e na Guerra Franco-Prussiana. Na América do Sul, foi um líder na Revolução Farroupilha, e no Uruguai, tornou-se general, combatendo contra os ditadores Rosas e Oribe. Foi casado três vezes e teve pelo menos oito filhos. Mas seu grande amor, sem dúvida, foi a brasileira Ana Maria de Jesus Ribeiro – Anita Garibaldi.

Reverenciado em todo o mundo mas em Camaquã?

Monumentos em sua memória estão espalhados em diferentes partes do mundo, em países onde viveu ou esteve em combate (Itália, Brasil, Uruguai, Argentina, FrançaEstados UnidosSan Marino) e até em países onde nunca pisou: RússiaHungria. Estátuas com sua imagem e de Anita ornamentam inúmeras praças ao redor do mundo. Na Itália, seu nome foi dado a praças e ruas em mais de 5 mil cidades e vilas.

No Brasil o município de Garibaldi assim foi batizado em homenagem ao herói italiano. Também no Rio Grande do Sul, em Tramandaí, a Ponte Giuseppe Garibaldi passa sobre um dos rios, que o condottiere navegou para chegar até Laguna, onde proclamou a República Juliana, e encontrou o amor de sua vida Anita, mãe de cinco filhos entre eles  Menotti, o filho gaúcho do casal.

Mas em Camaquã Terra Farroupilha, além de uma rua no bairro Dona Tereza, como ele é lembrado? Em junho deste ano registra-se os 140 anos da morte de Garibaldi, e uma homenagem pode e deve ser feita a esta figura internacional, que chegando ao Rio Camaquã, em 1838, na Ilha Santo Antônio comandou o estaleiro farroupilha, e a construção dos lanchões Rio Pardo e Seival, símbolos da revolução. Considerada uma das maiores façanhas náuticas da história mundial essa epopeia, comandada por Giuseppe Garibaldi, e que teve travessia por terra e água, partiu em julho de 1839, de Camaquã à Laguna em Santa Catarina.

Naquele local no distrito da Pacheca, o pesquisador Adriano Signorini Kath, o jovem guardião das ilhas, tem reunido escritos sobre o herói de dois mundos, que em breve será editado através do fascículo “Garibaldi em Camaquã: Registros e Memórias”. Outro projeto que está em pleno andamento é a construção da réplica do Seival pelo intrépido professor Antônio Carlos Rodrigues. O barco, que integra o projeto socioambiental “Caminhos de Garibaldi”, já recebe visitações e está navegando pelas águas da Laguna dos Patos por iniciativa da Associação Amigos do Seival – ASAS.

Dentro da proposta de resgatar a trajetória de Garibaldi no Município foi encaminhado pelo gabinete do ex-vereador Luciano Delfini, e agora retomado pelo vereador João Pedro Grill, um projeto sugestão, para denominar aquela área de embarque junto das ilhas, na Pacheca – 6º distrito. A ideia é aproveitar esta data histórica, e dar uma denominação a travessia da balsa para a Ilha Santo Antônio.

Do outro lado, na referida ilha, ficava o estaleiro farroupilha, e Garibaldi muitas vezes passou por este local para ir à Estância da Charqueada na Barra do Rio Camaquã – Sesmaria do Brejo. O nome sugerido é TRAVESSIA GIUSEPPE GARIBALDI. Dentro deste contexto o Executivo também poderia resgatar a placa e o pequeno canhão, que estavam em frente à residência da família Wagner (ficcional Casa das Sete Mulheres), na localidade da Charqueada. A sugestão é colocá-los junto à área de embarque, afinal o monumento e o canhão pertencem ao poder público.

Portanto as ações e sugestões estão postas à mesa basta colocá-las em prática. Mesmo com certo atraso nunca é tarde para resgatar a história. Navegar é preciso… Andiamo!

Clic Sabedoria: “Quantas vezes fui tentado a patentear ao mundo os feitos assombrosos que vi realizar por essa viril e destemida gente, que sustentou, por mais de nove anos contra um poderoso império, a mais encarniçada e gloriosa luta.” (Giuseppe Garibaldi)

Um guerreiro poeta – O condottiere canta Camaquã

As vicissitudes da guerra, no entanto, jamais embruteceram a alma do condottiere. Autor de memórias e um livro de poemas, Garibaldi teve muitas destas reminiscências publicadas por Alexandre Dumas, na cidade de Paris, em 1860. Na obra “Primeiro Centenário de Camaquã” (1951), que teve como redator responsável, Ruy de Castro Netto, encontra-se um poema dedicado a Camaquã, e que salvo melhor juízo foi o primeiro escrito em terras camaquense ou tendo como tema o futuro município, e que traz a seguinte descrição:  

“Garibaldi, cujo lendário percurso pela história brasileira ainda nos deixa extasiados diante do dinamismo e pujança de seu braço guerreiro, levou de Camaquã imorredoura saudade, que, mais tarde, na contemplação das ondas do mar Thirreno, ecoava com melancolia, ao passar pela memória os inúmeros sacrifícios vencidos em dois hemisférios. E no túmulo das recordações de sua vida aventurosa em que as rútilas façanhas de antanho lhe assomam o pensamento, a evocação dos dias mais risonhos de sua mocidade como um bálsamo lhe refresca a alma, e ele, guerreiro e bardo, a abre num êxtase fixando na poesia a nostalgia dos tempos idos.” Este texto foi traduzido do italiano para o português pela Societá Italiana di Camaquã.

Oh! Dé primi anni miei felice etade

Dalla speranza si abbelita, escevra

D’ogni pensier, che di virtù non fosse!

Là del Camacuàn, sulle ridenti

Sponde ed al limitare della selva

Sorge um ostello…

Ivi le prime gesta, onde l’umile

Mio nome noto ai generosi vene

Ospiti miei, e del materno affetto

Ritrovai le delizie…

Giuseppe Garibaldi

Oh! Feliz idade dos meus primeiros anos

Tão bela de esperança, e livre de todo

Pensamento, que não fosse de virtude!

Lá do Camaquã, nas risonhas

Margens, no limiar da selva

Surge um abrigo…

Onde as primeiras façanhas, onde humilde

Meu nome tornou-se conhecido aos meus generosos

Anfitriões, e da maternal afeição

Reencontrei as delícias…

Tradução: Prof. Silvio Paniz


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