Tecnologia

Governo cria comissão especial para combater fraude eletrônica

O phishing é um dos problemas de segurança que mais atinge os internautas
Publicado: 17/11/2021 às 13:59 | Alterado: 23/11/2021 às 07:36 | Fonte: Assessoria de Imprensa e Comunicação
Foto: Divulgação
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Foi criada, no começo de novembro, uma comissão especial para desenvolver medidas de combate a fraudes eletrônicas. O projeto, que ocorre dentro do âmbito do Conselho Nacional de Defesa do Consumidor, é obra do Ministério da Justiça e contará com representantes do Procon de São Paulo, Porto Alegre e Tocantins, do CADE, da Defensoria Pública, do Banco Central e da Confederação Nacional do Comércio.

A iniciativa é parte de um grupo de trabalho instaurado desde o começo do ano com o objetivo de diagnosticar e reprimir casos de fraudes ocorridos no ambiente virtual. Com o aumento expressivo no número desses golpes no país, a criação das medidas de contenção se tornou urgente. 

Entre os propósitos estipulados pela comissão, destacam-se a formação de plataformas conjuntas de compartilhamento de dados de fraude e o treinamento de forças de segurança cibernética capazes de enfrentar essas questões.

Fraudes na internet estão em ascensão

De acordo com um relatório da empresa de soluções antifraude ClearSale, desde o início da pandemia, o número de fraudes online no Brasil cresceu em mais de 45%. Em valores absolutos, foram 3,5 milhões de tentativas de golpe no comércio eletrônico, entre janeiro e dezembro de 2020.

Em termos econômicos, essa cifra reflete um prejuízo potencial de 3,6 bilhões de reais para o e-commerce nacional – o que se traduz em uma perda de 7 mil reais a cada minuto. 

Tendo como alvo preferencial os consumidores, os tipos mais comuns de fraude no período foram baseados no roubo de dados de cartão de crédito, phishing e violação de credenciais e senhas em contas bancárias, lojas e redes sociais. 

Prevenção é a melhor defesa

Para se proteger, a melhor saída para o consumidor é investir em táticas de proteção do IP e do tráfego de dados, bem como adotar boas práticas virtuais. 

“Mas como posso então blindar meu IP e meus dados na internet?”. 

Abaixo estão algumas dicas para aprimorar a proteção na rede.

1) Use uma VPN

Uma rede virtual privada (ou VPN) é uma ferramenta de segurança digital que estabelece um manto de criptografia sobre o tráfego de dados do usuário, fazendo com que nenhuma informação ou atividade desempenhada na rede esteja visível aos olhos de terceiros.

Sob a proteção de uma VPN é possível acessar a internet de forma privada e segura mesmo quando se utiliza uma conexão desprotegida, como o Wi-Fi público (e, geralmente, gratuito) disponível em hotéis, restaurantes e aeroportos.

Além disso, as redes virtuais privadas também servem para ocultar o IP dos usuários, uma vez que direcionam todo o tráfego para um servidor externo antes de enviá-lo a seu destino. Isso impede que indivíduos não autorizados tenham acesso à localização do internauta, aumentando ainda mais sua privacidade e segurança online. 

2) Tenha um gerenciador de senhas

Uma das maiores fragilidades na internet provém justamente das senhas que os usuários dedicam às suas contas. Códigos simples ou fáceis de adivinhar são uma verdadeira porta aberta para hackers e outros agentes maliciosos invadirem sistemas e causarem toda sorte de danos.

O ideal é usar uma senha única para cada perfil, aparelho ou conta que se tenha. Também é essencial que as combinações sejam fortes, sem sequências lógicas ou termos facilmente dedutíveis, como nomes ou datas. Códigos gerados automaticamente por programas específicos são uma ótima pedida neste sentido.

E para guardar todas essas credenciais, o uso de um bom gerenciador de senhas é imprescindível. Não só ele ajuda o usuário a não precisar memorizar todas as suas palavras-chave, como também possibilita que elas sejam armazenadas num local seguro e conveniente para que possam ser acessadas a qualquer momento com apenas um clique. 

3) Aprenda a identificar o perigo

Ter boas práticas na internet é fundamental para evitar golpes e fraudes. Além das senhas fortes, os usuários devem também se dedicar à identificação de possíveis perigos e incoerências nas páginas e serviços que acessam.

Um dos métodos mais comuns de golpe, o phishing, se aproveita da falta de atenção das pessoas para incentivá-las a fornecer dados sensíveis e confidenciais por meio de sites que se assemelham muito ao de bancos, lojas e redes sociais. Tudo começa com uma mensagem de e-mail que, à primeira vista, parece legítima e que direciona o usuário à página fraudulenta.

Para se precaver contra esse tipo de esquema, é importante verificar com atenção a URL de todos os sites visitados, bem como o endereço de e-mail que enviou a mensagem. Muitas vezes esses endereços parecem bastante com o original, com pequenas variações. Em caso de dúvida, uma busca rápida no Google pode auxiliar na confirmação da veracidade da mensagem.

4) Atualize seus dispositivos

Atualizar o sistema operacional e os aplicativos de seus dispositivos garante que os usuários possam contar com as últimas e melhores soluções de segurança. Quando os recursos são mantidos desatualizados, as fragilidades já detectadas pelos fornecedores não são corrigidas e os aparelhos ficam submetidos a riscos desnecessários.

Então, para conservar o status de proteção dos seus dispositivos, é imperativo realizar a atualização de todos os programas e sistemas tão logo uma nova versão seja lançada.


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