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Inicia vacinação de meninas de 11 a 13 anos contra o HPV

Lançamento da campanha de vacinação ocorreu na Escola Estadual Mané Garrincha


Por Redação Clic Camaquã Publicado 10/03/2014
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Começou nesta segunda-feira (10) a campanha de vacinação de meninas dos 11 aos 13 anos contra o Papiloma Vírus Humano (HPV). Pela primeira vez ela está sendo oferecida gratuitamente pelo SUS. No Rio Grande do Sul, são cerca de 258 mil meninas nesta faixa etária. O vírus HPV é uma das principais causas do câncer do colo de útero, um dos tipos de maior incidência entre as mulheres.

O evento de lançamento da campanha ocorreu nesta manhã na Escola Estadual Mané Garrincha, em Porto Alegre. Na oportunidade, a secretária estadual da Saúde, Sandra Fagundes, frisou que a vacina é uma proteção às adolescentes. “Aos pais e mães, pedimos que estimulem suas filhas a se vacinar, pois assim eles estarão pensando na segurança delas. É uma medida responsável por parte deles”, comentou. Também presente no evento, a secretária de Políticas para as Mulheres, Ariane Leitão, acrescentou que a vacina é mais uma garantia de direitos assegurados ao gênero.

A vacina será oferecida em três doses. A primeira delas ocorre durante a campanha, que vai até 10 de abril, em todas as escolas públicas ou particulares. Ao todo, são quase 10 mil entidades de ensino no Estado que receberão equipes de saúde para a aplicação da dose de acordo com um calendário estabelecido pelos municípios. A segunda dose acontece daqui a seis meses e a terceira, como um reforço, cinco anos depois.

Para receber a imunização, basta apresentar o cartão de vacinação, caderneta do adolescente ou documento de identificação. Caso os pais ou responsáveis não concordem com a vacinação da adolescente, eles devem assinar o “Termo de Recusa de Vacinação contra HPV”, distribuído pelas escolas antes da vacinação.

O vírus HPV é uma das principais causas de ocorrência do câncer do colo de útero. Pelo menos 12 tipos de HPV são considerados oncogênicos, ou seja, podem ocasionar tumor canceroso. Dentre as variantes de alto risco, os tipos 16 e 18 estão presentes em 70% dos casos de câncer do colo do útero. A vacina a ser oferecida pelo SUS é contra estes dois tipos e outras duas formas do HPV que resultam em lesões genitais (verrugas).

Sua transmissão se dá por contato direto com a pele ou mucosa infectada, principalmente via sexual. Como muitas pessoas portadoras do HPV não apresentam nenhum sinal ou sintoma, elas não sabem que têm o vírus, mas podem transmiti-lo. A época mais favorável para a vacinação é nesta faixa etária, de preferência antes do início da atividade sexual, ou seja, antes da exposição ao vírus.

Na prevenção ao câncer de colo de útero, contudo, a vacinação não substitui o exame papanicolau, que ajuda a detectar células anormais no revestimento do colo do útero. Ele deve ser realizado com um intervalo de três anos, após dois exames negativos, com intervalo anual. Quando as lesões são diagnosticadas preventivamente que podem ser tratadas antes de se tornarem câncer. O câncer de colo do útero é um dos mais fáceis de serem prevenidos, por isso é tão importante fazer o exame regularmente.

Câncer de colo do útero no Rio Grande do Sul 
No Estado, são estimados em 2014 cerca de 840 casos de câncer de colo uterino – o que representa um risco de 14,63 casos a cada 100 mil mulheres. As estimativas de incidência apontam que este tipo de câncer será o quinto mais frequente entre as mulheres gaúchas, sem considerar os tumores de pele não melanoma.

Em 2012, de acordo com os dados do Sistema de Informação Sobre Mortalidade, foram registrados 305 óbitos por câncer de colo uterino no Rio Grande do Sul.


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