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Proposta proíbe e torna crime a marcação a ferro em animais

Projeto de Lei 2658/22 proíbe a marcação a ferro candente em animais de produção, enquadrando a prática como crime de abuso e maus-tratos


Por Redação Clic Camaquã Publicado 16/11/2022
 Tempo de leitura estimado: 00:00
Proposta proíbe e torna crime a marcação a ferro em animais
Proposta proíbe e torna crime a marcação a ferro em animais

O Projeto de Lei 2658/22 proíbe a marcação a ferro candente em animais de produção, enquadrando a prática como crime de abuso e maus-tratos. Pelo texto, os infratores estarão sujeitos a pena de detenção de três meses a um ano, e multa.

A proposta em análise na Câmara dos Deputados insere dispositivo na Lei de Crimes Ambientais e revoga a Lei 4.714/65, que trata da marcação a ferro candente.

Segundo o projeto, a regulamentação e a fiscalização da futura lei caberá ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

“É evidente que a marcação a ferro candente – causadora de sofrimento desnecessário ao animal – pode ser substituída por outras formas de marcação que causem menos ou nenhuma dor”, diz o autor da proposta, deputado Célio Studart (PSD-CE), ao defender as mudanças.

Tramitação
O projeto tramita em caráter conclusivo e será analisado pelas comissões de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei.

Ordem do Dia. Dep. Célio Studart PSD-CE
Célio Studart: a marcação a ferro candente causa sofrimento desnecessário ao animal. Foto: Paulo Sérgio / Câmara dos Deputados

A marcação a fogo é um método de marcação permanente e dolorosa em que um ferro incandescente é aplicado diretamente na pele do animal. É um método de marcação tradicional para vacas, cavalos, mulas e búfalos, apesar de também ser usado em ovelhas e cabras.


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