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Completa 16 anos do acidente da TAM que vitimizou dois camaquenses

Wilma Klug, de 33 anos e seu filho Renan Klug Ribeiro, de apenas 13 anos, perderam a vida no acidente ocorrido no aeroporto de Congonhas


Por Redação/Clic Camaquã Publicado 17/07/2023
 Tempo de leitura estimado: 00:00
Foto: Divulgação

Nesta segunda-feira, dia 17 de julho, completa 16 anos de uma das tragédias envolvendo camaquenses mais lembradas. Em 17 de Julho de 2007, a aeronave que fazia o voo TAM 3054, não conseguiu frear ao tentar pousar na pista 35L, no aeroporto de Congonhas, em São Paulo, ultrapassou os limites da pista, atravessou a avenida Washington Luís e colidiu contra o Prédio TAM Express e com um posto de gasolina da Shell.

Dentre as 199 vítimas que estavam na aeronave que saiu de Porto Alegre, estavam 98 gaúchos, dentre eles, 2 eram camaquenses: Vilma Klug, 33 anos, chefe do Pronto Socorro do Hospital Nossa Senhora Aparecida, e seu filho, Renan Klug Ribeiro, de apenas 13 anos.

Até hoje, é o acidente aéreo com mais mortes da história da aviação brasileira. Investigado pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos, órgão filiado à Força Aérea Brasileira, teve seu relatório final divulgado em setembro de 2009.

Sobre as causas principais do acidente, foram apontados o erro do piloto, ao configurar irregularmente os manetes, falta da infraestrutura aeroportuária brasileira, faltando groovings (ranhuras) na pista de Congonhas e autonomia excessiva aplicada aos computadores da aeronave.

Sem culpados?

Três pessoas foram indiciadas, o então diretor de segurança de voo da TAM, Marco Aurélio dos Santos de Miranda e Castro, o então vice-presidente de operações da aérea, Alberto Fajerman, e Denise Abreu, que na época era diretora da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Todos foram inocentados.

Segundo o advogado Eduardo Lemos Barbosa, que defendeu oito famílias de vítimas, lembra que muita coisa mudou na aviação brasileira após o desastre.

“Pistas aumentaram, o sistema de manetes do freio da Airbus, que eram um para frente, outro para trás, foi alterado, agora, os dois são puxados para trás. Sem falar nas exigências para voar, mais rígidas para melhorar a segurança”, conta o profissional, que escreveu o livro “A História Não Contada do Maior Acidente Aéreo da Aviação Brasileira”, com alguns bastidores do que presenciou. 

Roberto Gomes, irmão do empresário Mario, resume a conclusão do inquérito com uma frase: “A Justiça só faltou condenar as famílias”.


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