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Formados os primeiros técnicos para certificação do tabaco

Grupo vai acompanhar produtores no projeto-piloto para a certificação do tabaco brasileiro.


Por Redação/Clic Camaquã Publicado 12/03/2015
 Tempo de leitura estimado: 00:00

Após realizar o 1º Curso de Capacitação de Auditores, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, com o apoio do Instituto Nacional de Metrologia (Inmetro) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) formou no último dia 6 a primeira turma de Responsáveis Técnicos (RTs) que vão atuar no campo para acompanhar a Produção Integrada do Tabaco (PI Tabaco) e o cumprimento às normas técnicas específicas para obtenção da certificação inédita.

O curso promovido de 2 a 6 de março envolveu profissionais das áreas de campo das empresas associadas ao Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco). Realizado em Santa Cruz do Sul sob a coordenação da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) e a gestão do SindiTabaco, a programação contou com a parceria da Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), das federações de agricultura e de trabalhadores na agricultura dos três estados do Sul (Farsul/Fetag, Faesc/Fetaesc e Faep/Fetaep) e da Embrapa.

O trabalho dos RTs será o de acompanhar os produtores que aderirem à PI Tabaco, observando se as normas básicas de boas práticas agrícolas estão sendo cumpridas. Elas se subdividem em diferentes áreas temáticas, como capacitação, organização de produtores, recursos naturais, material propagativo e contemplam atividades obrigatórias, recomendadas ou proibidas. “A adesão por parte dos produtores e da indústria é voluntária, caracterizando-se como um diferencial competitivo. Já temos empresas e produtores interessados e nosso objetivo é iniciar o projeto-piloto ainda este ano para exportar tabaco certificado em 2017”, estima o presidente do SindiTabaco, Iro Schünke.

Segundo Carlos Tillmann, presidente da Comissão Técnica da PI Tabaco, a estrutura técnico-operacional de suporte ao sistema é composta por Normas Técnicas Específicas, Grade de Agrotóxicos, Cadernos de Campo e Manual de Boas Práticas Agrícolas, além de Programa Integrado de Pragas e Listas de Verificação de Campo e de Beneficiamento. “Cabe lembrar que a adesão à PI Tabaco é voluntária, porém quem optar pelo sistema terá que cumprir rigorosamente as normas estabelecidas. Assim, se todas as etapas forem cumpridas adequadamente, ao final do processo o tabaco recebe o selo Brasil Certificado, chancelado pelo Inmetro”, afirma Tillmann.

O QUE É

O Sistema de Produção Integrada é um procedimento normatizado de produzir de forma segura, com menor impacto ambiental, maior responsabilidade social e rastreabilidade garantida. Atualmente, 19 produtos brasileiros possuem normas de PI publicadas – abacaxi, banana, caqui, caju, coco, limão, laranja, tangerina, figo, goiaba, maçã, mamão, manga, maracujá, melão, morango, pêssego tabaco e uva – que podem ser certificadas se o produtor seguir corretamente todas as etapas da Norma Técnica Especifica (NTE) da respectiva cadeia produtiva, conforme estabelece o Sistema de Produção Integrada.

A Instrução Normativa (IN 27), que regulamenta a PI Tabaco, foi publicada no Diário Oficial da União em 11 de agosto de 2014. A partir da certificação torna-se viável comprovar a origem e os métodos empregados na geração dos produtos, por meio de registros formais e auditáveis, sobre princípios de sustentabilidade dos sistemas produtivos e sua relação direta com as demandas social, ambiental e econômica. O Brasil é o segundo maior produtor mundial de tabaco e líder em exportações desde 1993. Em 2014, o produto representou 1,11% do total das exportações brasileiras, exportando para cerca de 100 países, com US$ 2,5 bilhões embarcados.


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