Mundo Animal

INUSITADO: Leão-marinho surpreende banhistas no Laranjal, em Pelotas

Visitante inusitado foi filmado por internauta na tarde desta segunda-feira (28); animal de pelo menos 200kg chamou atenção de banhistas
Por: Elias Bielaski | Publicado: 29/12/2020 às 00:00 | Alterado: 22/04/2021 às 11:06
Foto: ClicTV / Reprodução
Foto: ClicTV / Reprodução

A Praia do Laranjal teve um novo visitante inusitado na tarde desta segunda-feira, 28 de dezembro: um leão-marinho! No final de outubro, outro leão-marinho havia visitado uma praia de São Lourenço do Sul, também na Laguna dos Patos. Desta vez, em Pelotas, o animal, com mais de 200kg, chamou a atenção de banhistas.

O internauta Vitor Krüger efetuou o registro do animal que permaneceu cerca de 10 minutos na faixa de areia antes de voltar para as águas da Lagoa. De acordo com o Centro de Recuperação de Animais Marinhos (Cram), nas últimas semanas, animais da mesma espécie foram vistos nas praias de São Lourenço do Sul e Balneário dos Prazeres, em Pelotas.

A possibilidade é que o animal tenha vindo dos molhes da barra do Cassino, em Rio Grande, onde vive uma colônia da espécie.

No final de outubro, outro animal da mesma espécie 'visitou' São Lourenço do Sul e foi resgatado por membros do Corpo de Bombeiros. O leão-marinho é um mamífero que vive em regiões de baixas temperaturas e alimenta-se principalmente de peixes e de moluscos. Acompanhe a reportagem no local:

O leão-marinho vive em regiões de baixas temperaturas e alimenta-se principalmente de peixes e de moluscos. Eles receberam este nome pois nos machos a pelagem é diferente da das fêmeas: eles têm uma espécie de juba, como a dos leões verdadeiros. Além disso, como eles têm um rugido grave, acabaram sendo chamados "leões".

Os leões-marinhos já estiveram muito próximos da extinção. Entre 1917 e 1953, mais de meio milhão desses animais foram abatidos por caçadores em busca de sua gordura e de seu couro, usado sobretudo na confecção de casacos.

Com a proibição da caça, esses animais, que chegam a pesar 300 quilos e a atingir 3 metros de comprimento (fêmea 140 kg e os machos 300 kg), começaram a se recuperar. Mesmo assim, ainda sofrem com a poluição das águas e, principalmente, com a pesca realizada com redes. Seus maiores predadores são o homem, as orcas e os tubarões.

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