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Casa das 4 mulheres: agricultoras camaquenses cultivam valores e colhem os frutos de um futuro melhor

O Clic Camaquã criou a série “A União que move nosso País”, em homenagem ao Dia do Colono e Motorista, conheça a história de Geneci, Hellen, Hemilli e Hevellin
Por: Sabrina Borges | Publicado: 25/07/2021 às 08:43 | Alterado: 01/08/2021 às 22:40
Geneci e as filhas cuidam de 8 hectares diversificando as culturas / Foto: Igor Garcia
Geneci e as filhas cuidam de 8 hectares diversificando as culturas / Foto: Igor Garcia

Neste domingo, dia 25 de julho, é comemorado o Dia do Colono e do Motorista, dois setores fundamentais para o desenvolvimento do país. E para demonstrar a importância destes profissionais, o Clic Camaquã realizou uma série de reportagens especiais “A união que move o nosso país”.

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A série de reportagens vai contar histórias que você precisa conhecer. A primeira delas é “A casa das quatro mulheres”, intitulada carinhosamente assim, por retratar a história de uma mãe e suas três filhas. 

A senhora Geneci Costa e Silva, de 53 anos de idade, sempre trabalhou na lavoura. Ela lembra que desde criança já trabalhava com a agricultura ao lado dos pais e dos irmãos. “Todo mundo trabalhava junto, parelho na lavoura”, recordou Geneci sobre sua infância. 

Passado algum tempo, aos 30 anos de idade, Geneci casou e formou uma família. Da união, nasceram as meninas Hellen, Hemilli e Hevellin, que atualmente estão com 20, 12 e 10 anos, respectivamente. 


A casa das quatro mulheres

Depois de se divorciar, Geneci enfrentou os medos e as incertezas sobre o futuro e decidiu continuar morando no interior de Camaquã e seguir com os trabalhos da família na localidade do Paraíso. 

“Aqui na cidade eu precisaria ter um emprego muito bom para poder comprar todos os alimentos que eu consigo produzir lá”, comentou a agricultora sobre um dos motivos que a fez permanecer na propriedade no interior. 

A produtora rural revelou que ela e as filhas precisaram começar do zero e adquirir ferramentas para trabalhar, como cavalo e carroça. A filha mais velha de Geneci, tinha 15 anos na época em que ocorreu a separação e passou a trabalhar ao lado da mãe na lavoura no período da tarde. “Não foi fácil”, afirmou sobre esse período. 

“Foi o momento de superar o que passou e olhar para o futuro. Não somente para o meu, mas para o das minhas três filhas”, afirmou sobre as dificuldades que enfrentou na época.

“Eu fiquei sem nada. Precisei começar do zero e estou conseguindo aos pouquinhos”. Ela contou que aos poucos tem conseguido garantir a educação e qualificação das filhas. 

“Eu estou incentivando elas a estudar, porque na minha época era difícil ter acesso a escolas”, revelou. A filha mais velha de Geneci está cursando faculdade de Administração, as mais novas estão mantendo os estudos no quinto e sétimo  ano do Fundamental. 


Orgulho de trabalhar com a terra

Todo o sustento da família é produzido pela diversificação de culturas nos oito hectares da propriedade. De lá a família produz e vende fumo, mandioca, milho, batata doce, feijão, alface, beterraba, repolho, brócolis, cenoura e temperos, laranja, bergamota, goiaba, uva, banana, pêssego, figo, galinhas, porcos, entre outros produtos. 

E com tanta cultura assim, o trabalho é pesado e intenso e mesmo cansada, Geneci demonstra satisfação em fazer sua “lida”. “É muito trabalho, mas com muito orgulho de trabalhar na terra da gente, plantar e colher com as próprias mãos”, afirmou. 

Hellen, a filha mais velha da agricultora, comentou as dificuldades da rotina na agricultura familiar, ressaltando o tempo que precisa ser dividido entre estudos e trabalho. Hellen foi a única contemplada em Camaquã com o Bolsa Juventude Rural, isso motivou ela a fazer uma horta na propriedade.

“Passei a produzir em casa, comecei a ter os meus lucros e não depender só da minha mãe”, falou. Motivada e incentivada pela mãe, Hellen começou a se aventurar na culinária e passou a produzir salgadinhos, pães, bolos, entre outros produtos para vender. 


A horta das Gurias 

Como a venda dos "quitutes" da confeitaria da Hellen deu muito certo, ela precisou se dedicar ainda mais na produção. Com isso, estava faltando tempo para cuidar da horta. 

A universitária decidiu passar parte da responsabilidade dos cuidados com a horta para as irmãs. As duas crianças de 12 e 10 anos passaram a colaborar nos cuidados da horta e cultivar alimentos que são distribuídos e também consumidos pela família.


As riquezas do campo 

“Os jovens estão indo para a cidade em busca de riquezas que eles podiam conseguir aqui”, afirmou a senhora Geneci. A agricultora falou sobre a importância de ensinar às crianças desde cedo o valor da agricultura e ensinar a manusear produtos sem agrotóxicos. 

Além disso, ela comentou sobre a possibilidade dos jovens se graduarem em cursos que tragam conhecimentos que podem ser utilizados nas propriedades rurais. Desta forma Geneci acredita que poderia haver um desenvolvimento maior da agricultura e pecuária.  

Assista a reportagem 

Confira as outras reportagens em alusão ao Dia do Colono e Motorista:

A segunda reportagem apresenta o senhor Valdir Santiago, conhecido como o motorista mais experiente de Camaquã e região. Ele tem mais de 50 anos de carreira, rodando o asfalto pelo país afora e sente orgulho em se manter ativo na profissão.

Conheça a história de Santiago

E a terceira história é protagonizada pela senhora Rosa da Silva e a filha Stefani da Silva Harthmann. As duas contaram um pouco de suas conquistas ao abandonar o cultivo do tabaco e iniciar o plantio de morangos e produção de geleias.

Conheça a história dos Morangos da Rosa

Cada uma dessas reportagens apresenta pessoas incríveis, que precisaram ousar em algum momento, enfrentaram medos e desafios para seguirem seus propósitos de vida. São histórias impressionantes e que representam esses grupos de trabalhadores que merecem todas as homenagens do dia 25 de julho, o Dia do Colono e Motorista. 


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