Saúde e Bem Estar

"Não existe serviço em hospital sem a enfermagem", afirma enfermeiro

No Dia Internacional do Enfermeiro, a ClicRádio recebeu um enfermeiro e uma técnica em enfermagem para falar sobre os desafios e realizações na profissão
Por: Sabrina Borges | Publicado: 12/05/2021 às 17:36 | Alterado: 19/05/2021 às 19:52
Guilherme Lajes e Jessica Grala na ClicRádio/ Foto: Igor Garcia
Guilherme Lajes e Jessica Grala na ClicRádio/ Foto: Igor Garcia

Nesta quarta-feira, dia 12 de maio, é comemorado o Dia Internacional da Enfermagem. Este ano, a data é comemorada com ainda mais importância, uma vez que esses profissionais têm atuado na linha de frente de enfrentamento ao Covid, muitas vezes com jornadas de trabalho extensas e cansativas. 

E para falar um pouco mais sobre o assunto, o programa Manhã Show da ClicRádio recebeu Guilherme Lajes e Jessica Grala. Os dois atuam no atendimento de pacientes da ala Covid do Hospital Nossa Senhora Aparecida (HNSA). 

Guilherme Lajes atuou como técnico em enfermagem durante 3 anos e como enfermeiro já atua há 9 anos. Ele comentou que a mãe também trabalha na área há 30 anos, mas que o desejo de seguir a profissão iniciou após socorrer o irmão, que era criança, em algumas ocasiões. 

Ele comentou que a profissão é um dom. “Não adianta entrar na enfermagem sem realmente gostar, se não é muito difícil tu seguir nessa area”, afirmou. O amor pela profissão é tão grande, que Guilherme comentou que não consegue se imaginar trabalhando em outra área. 

Jessica Bastos Grala, técnica em enfermagem, contou como foi desafiador atuar na ala Covid do HNSA. Ela comentou que precisou mudar toda a rotina. Antes da pandemia ela tinha dois empregos e optou ficar apenas na UTI e utilizar o turno em que não estava trabalhando para estudar e se aperfeiçoar na área. 

Jessica comentou que acredita que as pessoas já nascem com a vontade de ajudar o próximo. “Quando tu vê uma pessoa precisando de ajuda, teu coração bate mais do que o normal”, afirmou. Ela ressaltou a realidade da profissão, que além de se desdobrar para suprir as necessidades do corpo dos pacientes, ainda encontram tempo para conversar, alegrar e trazer esperança pra eles. 

Guilherme lembrou que esteve internado durante 10 dias no setor Covid e percebeu como paciente, o quanto a atuação dos colegas de profissão foi importante para sua recuperação. De acordo com o enfermeiro, o psicológico é bastante afetado durante o período de internação. “A gente fica num setor fechado e a única pessoa que tem contato é o profissional da saúde”, explicou. 

Ele informou que o maior suporte aos pacientes dentro de um hospital, é realizado por um profissional da enfermagem. “A enfermagem é 24h, o suporte é 24h. Não existe um serviço de cuidados em um hospital sem a enfermagem, podemos ter a ausência de algumas outras profissões, mas sem a enfermagem não tem como funcionar”, afirmou.

De acordo com o Conselho Federal de Enfermagem (Cofen), no Sistema Único de Saúde (SUS), a equipe de enfermagem é responsável por cerca de 60% a 80% das ações básicas. Em linhas gerais eles acompanham mais de 90% de todos os procedimentos de saúde. 

Guilherme comentou que a comunidade precisa reconhecer o trabalho dos enfermeiros e valorizar essa atuação. Para conferir a entrevista completa dos convidados, assista a partir da 1h27 de transmissão: 

Para conferir a entrevista completa dos convidados, assista a partir da 1h27 de transmissão: 

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