Política

"Vou provar fraude na urna eletrônica semana que vem", dispara Bolsonaro

Em entrevista, presidente afirmou que fará uma apresentação provando que Aécio Neves ganhou as eleições em 2014
Por: Elias Bielaski | Publicado: 20/07/2021 às 11:31 | Alterado: 27/07/2021 às 21:40 | Fonte: Com informações de R7
Foto: Marcos Corrêa / Presidência da República / Divulgação
Foto: Marcos Corrêa / Presidência da República / Divulgação

Em entrevista concedida na manhã desta terça-feira, 20 de julho, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) voltou a alegar fraude nas urnas eletrônicas utilizadas no Brasil. O presidente da República afirmou que na próxima semana, fará uma apresentação provando que as urnas não são seguras.

O principal destaque foi a fala do presidente relacionada à eleição presidencial de 2014, vencida por Dilma Rousseff, do Partido dos Trabalhadores. Segundo ele, a eleição em questão foi fraudada.

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Segundo o chefe do Poder Executivo Federal, o então candidato Aécio Neves (PSDB-MG) ganhou as eleições de 2014. O evento em questão, onde o presidente deve apresentar as provas referentes à estas acusações, acontece na próxima semana, no Palácio do Planalto.

“Um hacker 'do bem' mostrou aqui e vou provar que [o pleito de] 2014 foi fraudado. Temos uma fotografia minuto a minuto dos votos em Aécio e Dilma até o final [da votação] e só Dilma aparecia na frente. [O evento] vai ser lá na Presidência e vou convidar a imprensa. Vamos desmontar a tese do [presidente do Tribunal Superior Eleitoral e ministro Supremo Tribunal Federal Luís Roberto] Barroso de que urnas não podem ser fraudadas"

Em entrevista à Rádio Itatiaia, o presidente usou de analogia dizendo que, ao se jogar uma moeda para cima 241 vezes, é "impossível que ela caia somente de um lado todas as vezes".

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Depois da apresentação, Bolsonaro informou que vai encaminhar suas conclusões à Corregedoria do TSE. Porém, segundo ele, independentemente da análise do tribunal, "o que vale é a opinião publica, que não vai aceitar as eleições sem ser auditada e ter contagem pública".

"Hoje, meia dúzia contam a eleição. [...] Nós sim jogamos sim dentro das quatro linhas da eleição."

Conforme declarações dadas pelo presidente nos últimas meses, é possível constatar que uma de suas bandeiras é o retorno do papel nas eleições em um modelo híbrido de apuração, mantendo a urna eletrônica, mas imprimindo a escolha do eleitor. 

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Há pouco mais de uma semana, ele chegou a ofender o ministro Barroso e ameaçar as eleições caso o voto impresso não seja adotado no próximo pleito.

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