Política

Vereador afirma que sócia da Fumageira Canarana recebeu Auxilio Emergencial

No Bom Dia Camaquã, Vitor Azambuja (Progressistas) demonstrou preocupação com andamento do projeto e alertou: "Isso está me cheirando mal"
Por: Renata Ulguim | Publicado: 22/07/2021 às 11:14 | Alterado: 29/07/2021 às 17:25
Vereador afirma que sócia da Fumageira Canarana recebeu auxilio emergencial. Foto: Elias Bielaski
Vereador afirma que sócia da Fumageira Canarana recebeu auxilio emergencial. Foto: Elias Bielaski

Na manhã desta quinta-feira, 22 de julho, o programa Bom Dia Camaquã seguiu debatendo, com exclusividade, o principal tema ligado à política local nos últimos dias: o Projeto de Lei nº 12, que autoriza a doação de área pública e a concessão de incentivo empresarial à Canarana Agro Comercial do Brasil Importação e Exportação de Fumo. Clique aqui e confira o projeto.

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O vereador Vitor Azambuja, do Partido Progressistas, participou do programa e com um direito de resposta, por ter sido citado durante a entrevista com o proprietário da empresa, José Machado. O vereador salientou que tem o dever e a responsabilidade, com a imprensa e a comunidade de Camaquã de esclarecer mais sobre o assunto. “Inicialmente eu quero dizer, isso está cheirando mal. Essa é a minha posição, isso não está cheirando nada bem”, disse. 

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Vitor destacou que são diversas contradições ao longo do processo, que estão claras para todos. O proprietário da empresa disse que a Canarana iniciou em 2015, como distribuidora de cigarros, porém o CNPJ iniciou no ano de 2014 como construtora “Canarana Construtora Eireli” e objeto dela era construção, reforma e montagem de edifícios residenciais, comerciais e industriais. Após ela se tornou comércio de madeiras, importação e exportação e depois a Canarana foi para o ramo do fumo. 

“É um ponto que foi falado pelo proprietário da empresa, que não é verdade, pois ela iniciou como construtora. Inicialmente era 127 milhões e já se tornou 170 milhões. Inicialmente se falou em fundopem, agora já se fala em fundo internacional. E é preciso ficar claro que o fundopen não é dinheiro na mão do empreendedor para investir. Fundopen é incentivo que retorna através do ICMS... não há em nenhum momento no projeto, citação de fundo internacional”, explicou. 

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De acordo com o vereador, o proprietário pediu ajuda inicial com o maquinário para fazer terraplanagem e garantia do terreno no banco. Além disso, foi informado que até pouco tempo a única proprietária da empresa era a Silvane de Souza Kilpp.

“Aqui ele disse que a esposa dele é sócia agora e que ele entrou posteriormente. A Silvane de Souza Kilpp, a sócia proprietária da empresa, uma empresa que vai investir 127 milhões foi beneficiada de auxílio emergencial em Cerro Grande do Sul. Tem muita coisa estranha. Esse discurso dele aqui, de jogar a população contra os vereadores e o discurso, inclusive, do presidente da Câmara de Vereadores de falar que tem que ir para voto e que a maioria decide é um desrespeito com a comissão de orçamento, com os vereadores eleitos e com a população”, afirmou. 

Assista a entrevista completa: 

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