Política

“Queremos verificar se a empresa realmente tem capacidade de investimento", afirma vereador sobre Canarana

Vitor Azambuja participou do Controle Geral e falou sobre o projeto da fumageira Canarana em Camaquã
Por: Renata Ulguim | Publicado: 01/08/2021 às 19:38 | Alterado: 08/08/2021 às 16:38

Na manhã de sábado, 31 de julho, o vereador Vitor Azambuja (Progressistas) participou do programa Controle Geral. O assunto da entrevista foi a polêmica da última sessão da Câmara Municipal de Vereadores, sobre o projeto da Canarana. 

O vereador destacou que como todos os projetos que passam pela Câmara, a análise é feita com muita responsabilidade e serenidade. “Nós somos eleitos para legislar com responsabilidade, principalmente, quando se fala em terreno público”, disse. 

“O projeto da Canarana nada mais é do que uma doação de 13 hectares do terreno público, na faixa sem lei, quase esquina da BR-116. Uma zona nobre do município que vai se tornar ainda mais nobre quando for aberta a faixa sem lei. E a Prefeitura está pleiteando a doação para uma empresa fumageira, com cedo início em Cerro Grande do Sul”, explicou. 

Vitor destacou que de forma alguma ele quer complicar ou atrasar a tramitação do projeto. “O projeto da Canarana está em discussão, justamente porque está se pedindo mais discussão... Eu não estou seguro de votar nesse projeto”, disse. 

“Nós estamos buscando é verificar se a empresa realmente tem capacidade de investimento. Porque nós não podemos e não é só para esse empresário, é para qualquer empresa e qualquer cidadão, dar um cheque em branco sem ter certeza da capacidade que ele vai investir”, ressaltou. 

O vereador salientou que realizou pesquisas referentes ao projeto e que é importante que a comunidade entenda o que o empresário está solicitando e o que está oferecendo para Camaquã. Inicialmente o proprietário pediu doação de terreno público, maquinário para realizar terraplanagem e também isenção dos impostos municipais. A promessa da empresa foi de investir 127 milhões e no quinto ano de operação da indústria ter mais de 200 empregos diretos e faturar 300 milhões de reais. 

“A base do Governo não tem 100% de certeza e de garantia de confiança de que o negocia possa dar certo. Muitos dizem que tem o papel de aprovar e depois a própria Prefeitura vai levar adiante com o contrato. Mas, sim, nós temos a responsabilidade e não podemos dar um cheque em branco para ninguém”, afirmou.

Confira a entrevista completa:

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