Polícia

Restaurante onde ocorreu desabamento de deck e morte de jovem não tinha alvará de funcionamento

Festa passa a ser considerada como clandestina pela administração Municipal de Porto Alegre; fragilidade da estrutura era motivo de piadas entre frequentadores
Por: Elias Bielaski | Publicado: 19/07/2021 às 11:59 | Alterado: 26/07/2021 às 23:38 | Fonte: Rádio Guaíba
Foto: Rádio Guaíba / Reprodução
Foto: Rádio Guaíba / Reprodução

Durante a manhã desta segunda-feira, 19 de julho, a Prefeitura de Porto Alegre confirmou que o local onde aconteceu o desabamento de um deck, durante uma festa, não tinha alvará de funcionamento. Durante a noite deste domingo (18), o deck cedeu, fazendo com que dezenas de pessoas caíssem nas águas do rio Jacuí. Uma jovem de 26 anos morreu.

Com a falta do alvará, o evento passa a ser considerado como clandestino pela administração da capital. A Prefeitura promete tomar “as medidas cabíveis referentes ao fato”.

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O restaurante fica na Ilha das Flores, no bairro Arquipélago. De acordo com nota enviada à imprensa, a Guarda Municipal não recebeu nenhuma denúncia na região – e, por isso, o deslocamento das guarnições só aconteceu após o registro do incidente que culminou na morte de uma jovem de 26 anos.

Em nota, a Prefeitura destacou que “lamenta profundamente o ocorrido e se solidariza com a família da vítima”. Ana Elisa Andrade Genaro Oliveira, natural de Minas Gerais, chegou a ser encaminhada ao Hospital de Pronto Socorro (HPS) de Porto Alegre após ser submetida a um processo de reanimação cardiorrespiratória.

Entretanto, durante a madrugada, a jovem de 26 anos não resistiu às complicações do tempo que ficou submersa no Jacuí e teve a morte decretada por volta das 2 horas.

Superlotação e piadas entre frequentadores

Inicialmente, a Secretaria de Segurança Pública (SSP) do Rio Grande do Sul havia contabilizado 50 pessoas na festa clandestina; entretanto, testemunhas relatam que o número era bem maior.

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De acordo com a Rádio Guaíba, a suposta fragilidade estrutural do deck que desabou era motivo de “brincadeiras” entre os frequentadores do restaurante onde o incidente foi registrado.

Em relato, uma testemunha da tragédia relata que a estrutura “balançava às vezes”.

“O pessoal fazia brincadeiras, dizendo que o deck ia cair e tudo o mais. Ele balançava às vezes, mas achávamos que era da própria estrutura. Em nenhum momento supomos que ia cair. Quando aconteceu, eu estava bem onde caiu reto. Logo em seguida, certas partes ficaram inclinadas e várias pessoas iam caindo em cima da gente”

A sobrevivente optou por não ser identificada. 

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Ela ainda destacou que o número informado pela Secretaria de Segurança Pública não condiz com o número de pessoas no local:

“Cinquenta era só no local onde caiu reto, sem contar as pessoas que caíram dos lados, e caíram em cima. Naquele momento, passou um flashback da minha vida toda na cabeça – e, ao mesmo tempo, eu não conseguia pensar em nada. Fiquei em estado de choque, não tinha reação nenhuma”

Investigação

As causas do desabamento do deck são apuradas pela 4ª Delegacia de Polícia (DP) de Porto Alegre. O local foi interditado pela Guarda Municipal logo após o incidente e é inspecionado por equipes do Instituto-Geral de Perícias (IGP) nesta manhã. O inquérito do caso deve ser concluído em até 30 dias.

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