Polícia

Autor de massacre em creche de SC é identificado e segue em estado grave

Fabiano Kipper Mai, de 18 anos, foi identificado pela Polícia Civil; jovem segue internado em estado grave
Por: Elias Bielaski | Publicado: 04/05/2021 às 16:08 | Alterado: 11/05/2021 às 23:25
Foto: Arquivo Pessoal / Divulgação
Foto: Arquivo Pessoal / Divulgação

O autor de um massacre que chocou o Brasil nesta terça-feira, 4 de maio, foi finalmente identificado. Fabiano Kipper Mai, de 18 anos, invadiu uma creche de Saudades, no Oeste de Santa Catarina, e com o uso de um facão, matou três crianças menores de dois anos, uma professora e uma educadora infantil.

Fabiano, que não tinha antecedente criminais, está internado em estado gravíssimo em um hospital da região. No momento, o local é alvo de protestos de populares.

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Após o crime, ele usou a arma branca, uma adaga semelhante a uma espada, para tentar o suicídio. De acordo com a Polícia Civil de Santa Catarina, ele desferiu golpes contra o próprio pescoço, abdômen e tórax. Ele foi socorrido ao hospital de Pinhalzinho, onde está internado.

O assassino de 18 anos tinha como alvo crianças menores de dois anos. Ele invadiu a Escola Infantil Pró-Infância, na cidade de Saudades, matando duas funcionárias e três crianças. 

Assim que os ataques começaram, as demais professoras da escola se trancaram em outras salas com os seus alunos, muitos ainda bebês. Sem conseguir atacar outros alunos, o assassino passou a desferir golpes de facão contra si próprio, provavelmente na tentativa de cometer suicídio.

Quando a Polícia chegou ao local, por volta das 10h da manhã, o jovem estava desacordado e foi levado em estado gravíssimo para um hospital da região. O crime chocou a comunidade com menos de 10 mil habitantes, localizada na região de Chapecó, a cerca de 600km da capital Florianópolis.

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As duas professoras foram identificadas pela Polícia Civil como Mirla Renner, de 20 anos e Keli Adriane Aniecevski, de 30 anos, mortas com golpes de facão tentando salvar seus alunos.

“Chegamos lá, uma cena de terror. Consegui entrar na escola. Tinha um cara deitado no chão, mas ainda vivo, uma professora morta, uma criança morta também. A sala estava fechada, não deixaram a gente entrar", contou a secretária de Educação do município, Gisela Hermann.

Uma das educadoras da Escola Infantil, que não estava no local no momento do ataque, relatou à imprensa que conversou com funcionárias sobre o ocorrido. Assim que o assassino entrou na escola e passou a atacar a primeira professora, funcionárias se trancaram em salas de aulas para esconder os bebês e os alunos mais novos.

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