Polícia

Justiça concede liberdade para vereador de Chuvisca preso por atropelamento

Hélio José Langhanz foi empossado vereador de forma virtual direto do Presídio Estadual de Camaquã; relembre o caso
Por: Elias Bielaski | Publicado: 18/11/2021 às 17:46 | Alterado: 25/11/2021 às 23:00
Foto: Facebook / Reprodução
Foto: Facebook / Reprodução

Na manhã desta quinta-feira, 18 de novembro, Hélio José Langhanz teve sua liberdade decretada pela Justiça. Preso desde novembro de 2020, o vereador de Chuvisca deve ter sua liberdade imediata a partir da decisão.

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Conforme apurado pela reportagem do Clic Camaquã, Hélio deve deixar o Presídio Estadual de Camaquã e retornar ao seu mandato como vereador. 

No dia 12 de janeiro, a segunda sessão ordinária de 2021 na Câmara Municipal de Vereadores de Chuvisca foi marcada por um fato inusitado.

Pela primeira vez na história do município, um vereador foi empossado de forma virtual. Isso porque Hélio José Langhanz, havia sido preso em novembro, após ser reeleito vereador com 243 votos.

O parlamentar foi o terceiro mais votação na Eleição Municipal de 2020 e é o principal suspeito do atropelamento ocorrido em 8 de agosto, na ERS-350, próximo a um posto de combustível na cidade de Chuvisca.

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Assista a sessão:

A Polícia Civil emitiu uma nota sobre a investigação e afirmou que o investigado estava embriagado no momento do ocorrido. Ainda de acordo com a Polícia, ele fugiu do local sem prestar socorro e ocultou o veículo utilizado no crime, que foi posteriormente localizado pelos agentes da Delegacia de Polícia de Camaquã.

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Também de acordo com a Polícia, durante as investigações, o suspeito chegou a ameaçar de morte uma testemunha, fato que reforçou a necessidade de sua prisão preventiva.

A nota emitida pela Polícia

"A Delegacia de Polícia de Camaquã cumpriu, na data de hoje, mandado de prisão preventiva em desfavor de um indivíduo investigado pelo crime de tentativa de homicídio. O suspeito seria o autor do atropelamento de uma idosa de 63 anos, ocorrido no dia 08/08/20, no município de Chuvisca.

De acordo com as investigações, a vítima se deslocava a pé pelo acostamento da rodovia RS-350, quando teria sido atingida pelo veículo conduzido pelo suspeito, vindo a sofrer graves ferimentos e diversas fraturas, pelas quais foi submetida a, pelo menos, sete procedimentos cirúrgicos.

Embora tenha sobrevivido, a vítima acabou sofrendo traumas irreversíveis e hoje necessita de acompanhamento médico constante e de cuidadoras em tempo integral.

O investigado, que estava embriagado no momento do ocorrido, fugiu do local sem prestar socorro e ocultou o veículo utilizado no crime, que foi posteriormente localizado pelos agentes da Delegacia de Polícia Camaquã.

Durante as investigações, o suspeito chegou a ameaçar de morte uma testemunha, fato que reforçou a necessidade de sua prisão preventiva.

O nome do suspeito não é divulgado em observância a Lei de Abuso de Autoridade."

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A vítima

Lorena teve dezenas de lesões pelo corpo, entre elas: fraturas na canela, acima do joelho, costelas, bacia, dedos da mão, braço e ombro. De acordo com informações repassadas pelo marido da vítima, Rubens Pielechowski, ela está consciente, mas precisa ser medicada constantemente com morfina para conseguir suportar a dor. 

A senhora já realizou sete cirurgias e segue internada no Hospital Cristo Redentor, em Porto Alegre. O estado de saúde da vítima ainda é considerado grave. “Ela está muito abatida, não consegue se mexer na cama e está com o pé pra cima”, comentou Rubens, em entrevista para o Clic Camaquã. “Está terrível a situação dela”, lamentou. 

As testemunhas informaram que o suspeito estava em um bar, consumindo bebida alcoólica com amigos, minutos antes do acidente. Pessoas que estavam no local, viram o momento em que o motorista invadiu o acostamento, atropelou a vítima e fugiu sem prestar socorro. 

O esposo de Lorena informou que o vereador não procurou a família para esclarecer o ocorrido ou prestar algum tipo de apoio. Rubens e demais familiares, aguardam ansiosos pela recuperação de Lorena e esperam que a Câmara Municipal de Vereadores e Justiça realizem as ações cabíveis. 

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A versão do acusado

A equipe do Clic Camaquã tentou entrar em contato com o vereador para saber a versão dele sobre os acontecimentos. Até o momento ele não se pronunciou. Conforme matéria do Jornal da Record, o vereador postou um texto em seu perfil no Facebook que dava a entender que se referia ao acidente. A publicação dizia o seguinte:

“Tem pessoas que acham que fazem o certo, julgando o motivo, julgando a causa, sem saber a verdade sobre a vida dos outros, pois os olhos de uma pessoa com julgo só enxergam os defeitos...

Lembre-se, só quem pode julgar é Deus, o que as pessoas fazem não interessa a nós, pois o futuro de cada uma delas só dependem de si mesmas, então chega uma hora que devemos falar mesmo, não se importe com a vida de ninguém e viva a sua, mas, se um dia for falar de uma pessoa, fale dela nas suas Orações, é assim q tem que ser a vida...

Sem julgo, e mais Oração nação…

Tarcísio Custódio”

Nesta publicação diversos amigos haviam deixado seus comentários de apoio ao vereador. “É verdade, fé e força”, disse um internauta. “Estaremos sempres do seu lado, eu o Guinho e todos que são teus amigos de verdade”, afirmou outra pessoa. A publicação não está mais disponível na rede social, o que indica que o vereador deve ter apagado a postagem.

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