Polícia

Polícia Civil investiga abuso sexual sofrido por crianças em Canoas

Uma das crianças era estuprada desde os 5 anos dentro de condomínio na cidade de Canoas; suspeito era amigo das famílias
Por: Elias Bielaski | Publicado: 03/11/2021 às 10:04 | Alterado: 10/11/2021 às 21:50
Foto: Jaime Zanatta / Agência GBC
Foto: Jaime Zanatta / Agência GBC

Na última semana, um caso de abuso sexual de crianças chocou os moradores de um condomínio em Canoas. O caso, que veio a pública na última sexta-feira (29), ocorreu em um condomínio residencial no bairro Harmonia.

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Segundo a Agência GBC, a Delegacia de Proteção a Criança e ao Adolescente (DPCA) de Canoas investiga duas ocorrências de estupro de crianças.

Confira a reportagem, que trouxe o relato dos responsáveis pelas crianças:

O empresário Juliano Fontana foi o primeiro a denunciar no caso. Pai de uma menina de 9 anos, ele descobriu que a filha sofria abusos há quatro anos.

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“Ela contou para uma amiguinha na escola. Depois disso, a direção nos chamou e nos contou o ocorrido”, contou à reportagem da Agência GBC.

Juliano e a família tinham uma relação de amizade com o acusado há mais de 10 anos: “Chegamos a viajar juntos para Santa Catarina.”

Ele conta que os abusos só tiveram um fim quando a criança descobriu que o que estava acontecendo era errado.

“Ela ia na casa para brincar com o filho dele. Um dia, ele tentou levar ela para o quarto e ela deu um tapa na cabeça dele. Descobrimos há mais de um mês e o delegado pediu para mantermos a maior descrição possível para não alertar ninguém.”

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Com o avançar da investigação, Juliano procurou Sheila Breitembach, que tem uma filha de oito anos.

“A filha dela fazia parte do mesmo círculo de amizade do filho dele e da minha.” A advogada esperou a filha chegar em casa e fez o questionamento.

“Ela me contou detalhes. A minha filha disse que ele botava a mão por dentro da calça e botava ela no colo dele.”

Sheila destaca que nunca desconfiou da conduta do acusado e da família dele.

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“Era uma família de confiança que nós conhecíamos aqui no condomínio há mais de 10 anos. O filho deles vivia na minha casa, nossos filhos eram amigos. A gente convivia no condomínio, tomávamos mate junto. Uma família super decente ao olho de todos que a gente podia confiar os filhos a dormir na casa deles, porque o condômino é para ser um lugar seguro, não onde tua filha é abusada.”
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