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Frente quente traz temporal para o Rio Grande do Sul ainda nesta semana

Segundo a MetSul, corrente de jato intensa em baixos níveis da atmosfera trará ar quente em altitude e gerará a frente quente entre o Rio Grande do Sul e o Uruguai
Por: Elias Bielaski | Publicado: 22/06/2021 às 17:35 | Alterado: 29/06/2021 às 22:33 | Fonte: MetSul Meteorologia
Foto: MetSul / Divulgação
Foto: MetSul / Divulgação

Ainda nesta semana, uma frente quente vai trazer chuva forte e temporais para o Uruguai e parte do Rio Grande do Sul. Segundo a MetSul Meteorologia, a partir da metade desta semana, o sistema frontal deverá ser responsável por causar elevados volumes de precipitação com alta incidência de raios.

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Enquanto frentes frias se movem ordinariamente de Sul para Norte e são impulsionadas por massas de ar mais frio, nas frentes quentes a instabilidade se desloca de Norte para Sul e se forma a partir do avanço de uma massa de ar quente sobre uma massa de ar frio.

Este tipo de fenômeno é muito comum no inverno e, particularmente, entre os meses de junho e julho. Na sequência, neste tipo de situação, é comum a formação de um ciclone extratropical.

É o cenário que se espera agora nos próximos dias no Cone Sul da América. Uma corrente de jato, corredor de vento a cerca de 1.500 metros de altitude e que se origina na Bolívia, vai trazer ar quente para as latitudes médias do continente.

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Isso explica que a temperatura em 850 hPa (nível de 1.500 metros) nesta terça de manhã esteja em 9ºC no Noroeste gaúcho e na madrugada de quinta se projete 17ºC. Haverá um expressivo aquecimento da atmosfera com o ingresso do ar mais quente em altitude.

Com o avanço do ar quente sobre o ar frio, a instabilidade se dará entre o Rio Grande do Sul, o Uruguai e áreas do Centro da Argentina com chuva e tempestades isoladas. Ao sul da frente quente, ar mais frio segue atuando e ao Norte, sobre o Sul do Brasil, o Norte da Argentina e o Paraguai, ingressa ar mais quente.

Áreas de instabilidade começam a se formar sobre o Rio Grande do Sul no decorrer desta quarta-feira, especialmente da tarde para a noite. Devem atingir diferentes pontos, sobretudo da Metade Oeste gaúcha. A instabilidade, na sequência, avança do Centro e do Oeste gaúcho para o Sul do Estado e o Uruguai.

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A parte mais ativa desta frente deve se concentrar sobre o Uruguai, onde a instabilidade será mais forte. No Rio Grande do Sul, pela proximidade geográfica e o posicionamento do sistema, o Sul gaúcho deve sentir os maiores efeitos desta frente quente. A região mais ao Sul, entre Pelotas e o Chuí, deve ter a instabilidade mais forte.

Os maiores volumes de chuva na atuação desta frente quente devem se concentrar justamente sobre as áreas onde se espera o sistema tenha a sua máxima atividade, ou seja, como destacado, o território uruguaio e o Sul gaúcho.

Os volumes de chuva em pontos do Uruguai podem ser muito altos, ficando entre 100 mm e 150 mm, o que pode causar alagamentos e crescida de arroios e córregos. Isoladamente, há chance de registros até de 150 mm a 200 mm em pontos do país vizinho.

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No Extremo Sul gaúcho há potencial para marcas de 50 mm a 100 mm em pontos isolados das áreas do Chuí e de Santa Vitória do Palmar.

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