Polícia

Pais e filho são presos por fazerem mulher de escrava

Moradora de Esteio, portadora de necessidades especiais, ficava até 15 horas sem comer e ainda era estuprada pelo filho do casal
Por: Elias Bielaski | Publicado: 22/06/2021 às 10:35 | Alterado: 29/06/2021 às 19:48 | Fonte: Agência GBC, Polícia Civil
Foto: Polícia Civil / Divulgação
Foto: Polícia Civil / Divulgação

Na manhã desta terça-feira, 22 de junho, a Polícia Civil do Rio Grande do Sul realizou a Operação Alforria, em combate ao trabalho escravo. A operação foi realizada através da Delegacia de Polícia de Esteio, na região Metropolitana de Porto Alegre. 

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Conforme a Polícia Civil, os alvos da operação eram um casal e o filho deles, acusados de manter uma mulher de 51 anos como escrava, mantendo a vítima em cárcere privado. O caso ocorreu no bairro Barreira.

O fato chegou até a Polícia Civil após uma denúncia anônima. De acordo com a delegada Luciane Bertoletti, que investigou o caso, o denunciante relatou que a vítima – portadora de necessidades especiais – era mantida por um casal em cárcere privado e submetida a todo o tipo de violência. O crime já perdurava há, pelo menos, cinco anos.

Os investigadores descobriram que os acusados eram vizinhos da vítima. Eles venderam a casa que ela residia e pegaram o seu cartão de benefício previdenciário.

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Em seguida, começaram as crueldades. Se arrastando, a mulher tinha que trabalhar o dia inteiro e era mantida, por mais de 15 horas, sem comida e bebida. Ela só ganhava caso concluísse todas as tarefas.

Além disso, era proibida de utilizar o banheiro antes de terminar seus afazeres. Por causa disso, a vítima teve uma grave infecção, já que acabava urinando nas roupas.

Se já não bastasse a escravidão, os policiais descobriram que um adolescente de 16 anos, filho do casal, começou a estuprar a vítima. Os pais sabiam de tudo e ainda faziam a mulher usar cocaína. “As condições em que a vítima foi encontrada denotam a crueldade dos crimes praticados pelo casal”, relata a delegada.

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O delegado regional Mario Souza, titular da 2ª Delegacia de Polícia Regional Metropolitana (2ª DPRM), ressalta que “foi uma situação terrível criminosa, a pessoa deficiente estava em uma situação de muito sofrimento”. Por causa da Lei de Abuso de Autoridade, o nome dos envolvidos e da vítima, não foram divulgados.

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