Esporte

"Eu nunca vou deixar o Voleibol Camaquã desamparado", defende professor

Professor Luciano Nunes se emocionou ao falar do projeto idealizado por ele em 2009 e lamentou seu afastamento das atividades
Por: Elias Bielaski | Publicado: 08/04/2021 às 00:00 | Alterado: 19/04/2021 às 14:21
Foto: Arquivo Pessoal / Luciano Nunes
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Foto: Arquivo Pessoal / Luciano Nunes
Foto: Arquivo Pessoal / Luciano Nunes
Foto: Arquivo Pessoal / Luciano Nunes
Foto: Arquivo Pessoal / Luciano Nunes
Foto: Arquivo Pessoal / Luciano Nunes
Foto: Arquivo Pessoal / Luciano Nunes
Foto: Arquivo Pessoal / Luciano Nunes

Na edição desta quinta-feira, 8 de abril, o programa A Hora e a Vez do Esporte recebeu Luciano Nunes, professor de Educação Física e idealizador do projeto Voleibol Camaquã. Iniciado em 2009, o projeto visa levar e difundir o esporte na comunidade camaquense.

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No estúdio da ClicRádio, Luciano conversou com o apresentador Celiomar Garcia e se emocionou ao falar da sua trajetória no voleibol, principalmente em relação ao projeto que introduziu centenas de jovens ao mundo do vôlei.

Em 2009, Luciano chegou à Camaquã vindo de Rio Grande, com a intenção de implantar a prática do esporte na cidade. O professor contou que ao chegar na cidade, se reuniu com o secretário da Educação, Jorge Jardim, que abraçou a ideia e indicou que o mesmo fosse realizado na Secretaria do Desporto, comandada por Vinícios Araújo, mais especificamente no Ginásio Municipal de Esportes Wadislau Niemxeski.

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O projeto foi iniciado com alunos praticando voleibol no turno inverso da escola. Em 2011, o projeto teve o reforço do professor Paulo Alexandre, que pediu ajuda ao professor Luciano no treinamento dos alunos do Instituto Cônego Luiz Walter Hanquet para a disputa dos Jogos Escolares do Rio Grande do Sul (JERGS).

"Em 2012, a Cátia Machado se integrou ao grupo. Ela viu futuro no projeto e começou toda uma correria para a gente conseguir apoio, e conseguir a divulgar o projeto"

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Cátia, também atleta, é mãe de Bruna Machado, uma das primeiras alunas de Luciano e que segundo ele, será sua sucessora para levar o projeto Voleibol Camaquã adiante no dia em que ele se afastar.

Luciano lembrou dos primeiros apoiadores e das primeiras competições disputadas, com destaque para campeonato em Hulha Negra: "Nesse campeonato nós levamos 23 meninas. Imagina o significado disso para a prática esportiva. Em lembro bem que em 2009, quando cheguei em Camaquã, essa prática não existia".

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Neste campeonato, a equipe feminina do Voleibol Camaquã conquistou a medalha de prata. Luciano destacou que a partir daí, o Poder Público começou a ver a prática com outros olhos.

"Eu me emociono bastante, meus alunos sabem disso, porque a gente batalha muito. Quem trabalha com o esporte sabe disso. Eu vejo pelos professores particulares: o Japa, o Jair, o Rafael. Imagina a emoção do Rafael em ser campeão Estadual, coisa que Camaquã nunca foi. A emoção dele na beira da quadra, em olhar pra trás e ver tudo que ele fez por essa gurizada!"

O professor também ressaltou que o mais importante é a formação dos atletas. Ele destacou que é importante a conquista de troféu e medalhas, mas a recompensa maior é ver atletas tendo sucesso no esporte, como por exemplos a atleta Mariana Pogorzelski, que teve propostas para atuar profissionalmente, assim como os 'Léos': Leonardo Garcia e Leonardo Mallmann. Ele lembrou que ambos os atletas começaram treinando no projeto e hoje caminham para atuar profissionalmente no vôlei.

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Luciano também lembrou da realização da Copa Camaquã, em quatro oportunidades; dos Jogos Intermunicipais do Rio Grande do Sul (JIRGS); e do Citadino de Voleibol de Camaquã, ao qual Luciano agradeceu pela colaboração do apresentador Celiomar Garcia, à época Diretor Municipal de Esportes. Sobre a participação de ex-alunos na transmissão do programa:

"Isso me alegra, porque sei que a sementinha foi plantada. Esses comentários são de alunos da época do juvenil, que agora são mulheres e homens. Eu consegui plantar a semente do bem, pra que eles seguissem o caminho do esporte, pra que eles fossem pessoas com caráter, e o esporte nos traz tudo isso"

Ao final da entrevista, Luciano se emocionou novamente e lamentou sua realocação dentro da Prefeitura de Camaquã, que faz com que ele tenha que se afastar da atividade exercida desde 2009: "Eu nunca vou deixar o Voleibol Camaquã desamparado", destacou. Segundo ele, mesmo que não seja amparado pela Prefeitura, ele seguirá lutando pelo projeto: "O apaixonado nunca pode deixar a bola cair", finalizou.

Assista a entrevista completa, disponível no Facebook e YouTube do Clic Camaquã:

 

 

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