Saúde e Bem Estar

Secretaria da Saúde do RS alerta para consumo de marca de picolé suspeita de causar surto

Picolés da marca FrutiBom, com sede em Sapiranga, são suspeitos de causarem surto em consumidores
21/10/2020 - 17h:42min - Fonte: Agência de Notícias do Estado

A Secretaria da Saúde (SES), por meio do Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs), divulgou nesta quarta-feira (21/10) alerta sobre o consumo de picolés da marca FrutiBom, com sede em Sapiranga. A empresa não tem licença para a produção do alimento. O picolé é suspeito de causar surto em consumidores que tiveram sintomas de náusea, vômitos, dor abdominal e diarreia.

Os primeiros relatos de mal-estar após o consumo foram na sexta-feira (16/10). Até o momento, cerca de 200 casos já foram identificados em Sapiranga e Xangri-lá, além de relatos ainda não contabilizados em Canela e Gramado. Todas pessoas foram atendidas ambulatorialmente, sem necessidade de hospitalização. Amostras do produto e da água utilizada na produção foram encaminhadas para análise laboratorial, bem como exames de pessoas com sintomas para a identificação da doença. Assim que houver um resultado laboratorial sobre o produto, feito com o objetivo de verificar se há relação entre o consumo do picolé e os sintomas nos consumidores, será divulgado.

A partir da notificação, o Programa Estadual de Doenças de Transmissão Hídrica e Alimentar do Cevs iniciou a investigação na segunda-feira (19/10). A Vigilância Sanitária do Estado também solicitou a interdição cautelar de todos os produtos (gelados comestíveis) da empresa Caliston Otoniel Oliveira (marca FrutiBom). As vigilâncias em saúde municipais deverão notificar à vigilância epidemiológica do Cevs todos os casos identificados.

Aos consumidores, a orientação é que, caso tenham ingerido o produto e apresentado sintomas como os até agora relatados (náusea, vômitos, dor abdominal, diarreia), contatem imediatamente a vigilância em saúde de seu município ou ligue para o Disque Vigilância do Cevs, pelo telefone 150 (de segunda a sexta-feira, das 8h30 às 22h e aos sábados, domingos e feriados, das 8h às 20h). Caso necessário, procure atendimento médico. Se a pessoa ainda tiver o produto, mantenha-o na embalagem original, fora do alcance de crianças.

Não há até o momento mais informações de quais outras cidades podem ter tido o produto comercializado e buscas ativas foram orientadas às vigilâncias municipais. A fiscalização do município na empresa já identificou que, além da falta da autorização, a empresa não realizava a pasteurização dos produtos (etapa obrigatória em indústria de gelados comestíveis).

• Clique aqui e veja o alerta encaminhado às vigilâncias municipais.

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