Polícia

Crédito de FGTS é furtado de aplicativo Caixa Tem

Caso foi registrado na Delegacia de Polícia de Camaquã durante o último plantão
17/10/2020 - 08h:48min - Fonte:

A quantia de R$ 1.045,00 (um mil e quarenta e cinco reais), referente ao crédito de FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) “sumiu” da conta de uma pessoa durante esta semana. Segundo as informações da vítima o possível hacker furtou o valor do aplicativo da Caixa Tem.

A vítima informou ainda,  que no mesmo dia, sua conta foi invadida e alguém transferiu uma certa quantia de dinheiro para uma conta de terceiro. A conta não foi informada no boletim. 

O caso foi registrado na Delegacia de Pronto Atendimento (DPPA) de Camaquã, durante o último plantão policial. Ocorrência segue em investigação.

 

Outros casos

 

reportagem do Clic Camaquã recebeu nesta semana, diversos reclamações de usuários do aplicativo Caixa Tem, utilizado para movimentar depósitos feitos pelo Governo Federal, como por exemplo o saque do FGTS, Auxílio Emergencial e Abono do PIS/PASEP. Segundo internautas, ao efetuar um pagamento utilizando o recurso disponível no aplicativo, o valor é descontado em duplicidade ou acaba 'sumindo'.

 

Aos internautas: não se desesperem. Vocês não tiveram seus valores furtados e nem foram vítimas de um golpe. Segundo a Caixa, o problema ocorre porque o sistema debita a conta do cliente mas não conclui a transação, ou seja, não faz o crédito ao lojista.

 

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Desta forma, o valor é retirado da conta do usuário mas, por alguma falha técnica, acaba não indo para a conta do comerciante.

 

O procedimento indicado pela Caixa é: é aguardar o estorno da operação, que ocorre em até 7 dias úteis a partir do ocorrido. Em parte dos casos o estorno ocorre antes, mas o prazo legal é 7 dias úteis.

 

Se após este prazo a operação não for estornado, o cliente deve procurar o banco para fazer uma solicitação de contestação da operação, que é enviada a operadora do cartão para análise antes de ser efetuada.

 

Como evitar fraudes com o Caixa Tem?

 

Segundo a jornalista Ananda Santos, do portal Contábeis, o aplicativo Caixa tem uma página com orientações para evitar que o dinheiro da poupança social caia nas mãos de golpistas. Entre as principais dicas estão: não clicar em links recebidos por SMS, WhatsApp ou redes sociais para acesso a contas e valores a receber; desconfiar de informações sensacionalistas e de "oportunidades imperdíveis"; usar apenas aplicativos e sites oficiais da Caixa ou do governo federal; não usar no Caixa Tem a mesma senha de outros sistemas e sites.

 

O banco ainda alerta que nunca pede senha e assinatura eletrônica numa mesma página. A assinatura eletrônica é digitada somente por meio da imagem do teclado virtual.

 

Fui vítima de fraude. O que fazer?

 

Ao identificar que o dinheiro da sua poupança digital foi desviado ou sacado sem autorização, procure uma agência da Caixa. De acordo com o banco, existe um protocolo de atendimento e um formulário que deverá ser preenchido para coletar informações que ajudem a descobrir o que aconteceu com o dinheiro.

 

Não é preciso ir à polícia. Apesar de ela ser responsável por investigar fraudes envolvendo benefícios do governo federal, a orientação da PF é que a vítima procure apenas uma agência da Caixa, evitando aglomerações e deslocamentos desnecessários.

 

Caso sejam necessários esclarecimentos adicionais, a polícia afirma que entrará em contato com o beneficiário por meio dos dados informados no processo de contestação feito pela Caixa.

 

O Caixa Tem

 

aplicativo Caixa Tem foi criado para que os beneficiários do auxílio emergencial pudessem movimentar seu dinheiro. Atualmente, ele tem servido também para o recebimento do FGTS emergencial.

 

Internautas do Clic Camaquã tem relatado constantemente o enfrentamento de problemas com o aplicativo. Um deles, e talvez o principal, seja o fechamento automático sempre que o usuário tenta realizar um pagamento.

 

 

O dinheiro que é depositado nas contas poupanças digitais é movimentado pelo app e a partir dele é possível fazer uma série de serviços. Com o Caixa Tem, o usuário consegue efetuar o pagamento de contas e boletos, efetuar compras de forma online ou até mesmo em estabelecimentos físicos.

 

 

Também é possível realizar a "transferência" paga outra conta online gerando um boleto no valor desejado no seu aplicativo bancário (Ex: Nubank) e pagando este boleto no aplicativo Caixa Tem. Mas, caso o aplicativo esteja se auto-finalizando, a solução é simples: você precisa digitar seu código de barrar.

 

O motivo? Segundo a Caixa, não há nenhuma instabilidade. Entretanto, a redação do Clic confirmou com diversos usuários este problema, que foi "driblado" por aquele que, ao invés de copiarem e colarem o código de barras, digitaram o mesmo, número por número.

 

Como transferir o dinheiro?

 

- Pelo Nubank

 

 

 

- Pelo PicPay

 

 

- Pelo Mercado Pago

 

Aplicativo bloqueado

 

Os trabalhadores inscritos para receber o auxílio emergencial de R$ 600 que estão com inconsistências cadastrais no Caixa Tem e sofreram bloqueios de suas contas poupanças sociais digitais podem tentar regularizar sua situação com um novo acesso para envio de documentação, de forma online, já a partir desta quinta-feira (dia 23). Segundo a Caixa Econômica Federal, a análise deve durar cerca de 24 horas. Se a documentação enviada estiver correta, o acesso é liberado automaticamente. Caso contrário, o beneficiário deverá ir até uma agência.

 

Já quem tem uma conta com suspeita de fraude precisa ir pessoalmente a uma agência da Caixa, mas de acordo com o calendário de pagamento do auxílio já previsto, conforme seu mês de aniversário (veja abaixo).

 

O banco dividiu as contas bloqueadas em dois grupos, que recebem mensagens diferentes pelo app de acordo com o problema identificado pelo banco. As fraudes propriamente ditas correspondem a 51% do total. As inconsistências cadastrais, a 49%.

 

Os trabalhadores que tiveram as contas suspensas e receberam no aplicativo Caixa Tem a mensagem “É necessário regularizar o seu acesso. Procure uma agência, de acordo com o seu calendário de recebimento” devem seguir as datas de crédito do dinheiro em conta e procurar a agência para comprovar sua identidade. São essas as pessoas cujas contas estão sob suspeita de fraude. Estes cidadãos precisam levar o documento de identidade com foto.

 

Leia também: Como solucionar problemas com o aplicativo do Caixa Tem

 

O presidente da Caixa disse em coletiva que os bloqueios foram feitos de forma preventiva, para evitar que os pagamentos caíssem nas mãos de estelionatários:

 

— Por que existem as filas (nas agências) hoje? Porque nós bloqueamos o pagamento de várias contas fraudadas. Não houve perda para os erários. Nem os fraudadores receberam, nem quem deveria receber conseguiu sacar. Do ponto de vista de quanto houve de fraude efetiva, foi uma parcela muito pequena.

 

Guimarães ainda acredita que a invasão ao seu celular foi realizada pelo mesmo grupo de hackers que tentou fraudar o Caixa Tem:

 

— Não tenho uma visão romântica dos hackers. Eles são bandidos que geram penalização para a parcela mais carente da população no momento de pandemia mundial. Em relação a mim e à minha família, estou aqui para enfrentar o que tiver que enfrentar porque essas pessoas não me assustam. Vamos resolver com a Polícia Federal!

 

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O banco também bloqueou o acesso de contas por inconsistências de documentação, o que pode ser resolvido pelo próprio app Caixa Tem. Esse grupo não precisa ir pessoalmente à agência e pode resolver tudo pelo aplicativo.

 

É preciso fazer um novo acesso ao Caixa Tem e enviar o restante da documentação pedida. No menu "Liberar Acesso", o beneficiário receberá uma mensagem dizendo "Para finalizar a validação do seu cadastro, vamos precisar que envie seus documentos pelo WhatsApp".

 

Em seguida, um outra diz "Para iniciar a conversa, clique no link abaixo e mande a palavra CADASTRO". O link em questão deve redirecionar para uma janela do WhatsApp, em que os documentos pendentes serão pedidos.

 

"Isso (mensagem com o link) só vale para o aplicativo do Caixa Tem. Nenhum outro aplicativo tem validade", reforçou Guimarães, completando: "Relevante isso para evitar qualquer tipo de envio de documentação dos clientes para qualquer pessoa que não esteja efetivamente analisando essa questão".

 

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