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Polícia Federal realiza ação contra fraudes no Auxílio Emergencial

Segundo a PF, suspeito utilizava dados das vítimas para receber o benefício; ele também ameaçou autoridades públicas
02/09/2020 - 14h:56min - Fonte: Polícia Federal

A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira (2), a Operação Falso Samaritano, que apura os crimes de estelionato para o recebimento do auxílio emergencial, ameaça e divulgação de informações pessoais.

Durante as investigações foi identificado que o suspeito utilizava-se dos dados das vítimas para se cadastrar nos aplicativos dos auxílios emergenciais do Governo Federal e, assim, receber os valores em benefício próprio.

Após um pronunciamento do presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, alertando sobre a existência de golpes e informando as ações para impedir os fraudadores, o suspeito ameaçou e divulgou informações pessoais do presidente e de seus familiares.

 

Golpes pela internet

Golpes na internet para furtar dados pessoais são comuns e com a pandemia do coronavírus, golpistas estão usando o WhatsApp para enviar mensagens que prometem auxílios em dinheiro ou cestas básicas para famílias de baixa renda. A partir daí, eles utilizam o sistema de phishing para coletar dados dos usuários.

Além de ter dados de cartões e contas furtados, as vítimas podem ter valores sacados ou transferidos, além de contas clonadas. Com a coleta de dados, muitos usuários tiveram prejuízos quanto ao Auxílio Emergencial de R$600, já que os golpistas podem utilizar os dados para redefinição de senha ou acesso ao aplicativo Caixa Tem.

No WhatsApp do Clic Camaquã, recebemos questionamentos de diversas pessoas que receberam mensagens semelhantes nas últimas semanas. Nelas, o golpista usa o Fome Zero, atraindo o cidadão para a possibilidade de receber cesta básica. Vale lembrar que o programa Fome Zero já foi extinto.

Leia também: Clique aqui e confira o calendário completo do Auxílio Emergencial

 

Verifique todas as mensagens

Muitas vezes a mensagem de golpe é enviada por pessoas conhecidas e até mesmo parentes. Dessa forma, as pessoas compartilham informações sem pesquisar se aquilo é mesmo verdade ou não.

“Quando recebemos informações de pessoas que são idôneas, nós acreditamos que o que foi compartilhado é verdadeiro e acabamos repassando, atingindo muitas outras pessoas. Com isso, esses links falsos e já corrompidos vão chegar a pessoas que acreditam ter acesso a esse pseudo benefício”, diz Faben.

Para não ser surpreendido com esses golpes, o ideal é sempre pesquisar na internet se aquela informação é verdadeira. Sites do Governo Federal, por exemplo, sempre terão no link a informação .gov.br. no final. Se não tiver, não é oficial.

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