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Advogado fala sobre 'novo' golpe de pecúlio aplicado em aposentados e pensionistas

Anderson Marques participou do Bom Dia Camaquã e trouxe dicas sobre como não ser vítima de golpes via telefone, internet ou correspondências
Por: Elias Bielaski | Publicado: 27/08/2020 às 00:00 | Alterado: 22/04/2021 às 11:06 | Fonte: Com informações de Reconta Aí, Caixa e Portal Assis
Anderson Marques no Bom Dia Camaquã, da ClicRádio. Foto: ClicTV / Reprodução
Anderson Marques no Bom Dia Camaquã, da ClicRádio. Foto: ClicTV / Reprodução

Uma pesquisa da Universidade da Califórnia demonstrou que idosos são mais vulneráveis a fraudes e golpes. De acordo com o estudo, a área do cérebro que dispara o alerta que poderia ser responsável pela chamada 'intuição', funciona melhor na juventude.

Acreditemos ou não em explicações científicas, estatisticamente os idosos são as principais vítimas dos estelionatários. Para ajudar auxiliar os idosos aposentados e pensionistas, a Danelon & Mendes sociedade de advogados trouxe um alerta sobre um novo golpe de pecúlio que está sendo realizado na região de Camaquã.

O pecúlio é um benefício extinto em 1994 que consiste na devolução em cota única das contribuições efetuadas para o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) pelo cidadão que permaneceu em atividade após ter se aposentado.

Em publicação nas redes sociais, o escritório trouxe uma orientação para os moradores da região:

Na manhã desta quinta-feira, 27 de agosto, o programa Bom Dia Camaquã recebeu o advogado Anderson Marques, representando a sociedade de advogados Danelon & Mendes. Em sua participação, Marques destacou os casos relatados por clientes, que possuem diversos relatos semelhantes desde a década passada em todo o Brasil.

Ele ressaltou a importância da checagem de qualquer correspondência recebida em nome de qualquer órgão de justiça, indicando que a pessoa deve sempre desconfiar de qualquer benefício que seja 'muito fácil' ou que apresente qualquer pedido imediato.

"Nenhum escritório de advocacia vai impor um prazo, 'entre em contato conosco', ' prazo máximo de cinco dias ou então você não vai receber", ressaltou Marques, que complementou: "As intimações judiciais tem prazos, em grande maioria, bem elásticos [...]. Elásticos a depender, mas nada que coloque em cheque o direito de uma pessoa em um prazo de cinco dias", finalizou. Segundo o advogado, os autores da tentativa deste tipo de golpe exercem um tipo de pressão psicológica para que a vítima, assustada, acabe cedendo valores para os estelionatários.

"Intimações judiciais, citações, notificações, elas vem pelos Correios. Existe previsão legal e a grande maioria vem pelo Correio", destacou Anderson, que complementou com a orientação de que a ajuda de um profissional da área sempre será o melhor caminho para evitar qualquer transtorno. Ele ainda complementou que o primeiro passo é, sempre, procurar a Delegacia de Polícia mais próxima para que seja instaurado um inquérito de investigação sobre o caso.

"Tudo que for muito fácil, demanda cuidados", ressaltou o advogado. Segundo ele, é importante que a pessoa contatada tente se lembrar de qualquer processo anterior que esteve envolvido e qual o advogado ou sindicato a representava em qualquer ação que possa ter tido um retorno. "Você deve se reunir com o seu advogado ou representante no processo para verificar se isso de fato exista', finalizou.

Outro destaque foi a orientação trazida pelo advogado com relação aos golpes aplicados pela internet, em que o estelionatário encaminha um link de cadastro de benefícios do Governo, como por exemplo: Vale Gás, 'Novo' Auxílio Emergencial, 'Você foi sorteado', Fome Zero, Cesta Básica gratuíta e diversos outros. Nestes casos, o autor da ação espera que a vítima preencha dados de identificações, os quais podem ser utilizados para furto de valores através da redefinição de senha ou o acesso direto de contas bancárias digitais.

Confira a entrevista completa a partir de 35min:

 

Outros golpes comuns

Golpes na internet para furtar dados pessoais são comuns e com a pandemia do coronavírus, golpistas estão usando o WhatsApp para enviar mensagens que prometem auxílios em dinheiro ou cestas básicas para famílias de baixa renda. A partir daí, eles utilizam o sistema de phishing para coletar dados dos usuários.

Além de ter dados de cartões e contas furtados, as vítimas podem ter valores sacados ou transferidos, além de contas clonadas. Com a coleta de dados, muitos usuários tiveram prejuízos quanto ao Auxílio Emergencial de R$600, já que os golpistas podem utilizar os dados para redefinição de senha ou acesso ao aplicativo Caixa Tem.

No WhatsApp do Clic Camaquã, recebemos questionamentos de diversas pessoas que receberam mensagens semelhantes nas últimas semanas. Nelas, o golpista usa o Fome Zero, atraindo o cidadão para a possibilidade de receber cesta básica. Vale lembrar que o programa Fome Zero já foi extinto.

Outra mensagem afirma que o Governo Federal começou o cadastramento para um programa chamado Auxílio Gás 2020, com a promessa de pagar até R$ 600 ou R$310 em outra mensagem. De acordo com o Ministério da Cidadania, essa iniciativa também não existe.

WhatsApp

O advogado Rafael Faben, especialista em Direito Digital e Proteção de Dados Pessoais, alerta para o fato de que quem pratica crimes virtuais está sempre atento ao que as pessoas mais buscam na internet.

“Eles não dormem e não estão em quarentena. Pelo contrário, estão de olho nas buscas por assuntos específicos para criar novos mecanismos que vão capturar dados pessoais”, explica o especialista.

 

Cuidado com o que você recebe pelo WhatsApp

Várias mensagens como essas circulam no WhatsApp com o intuito de chamar a atenção para um problema e fornecer a solução em forma de link. Para tentar ganhar credibilidade, os golpistas usam nomes e imagens de programas sociais do Governo Federal.

Entretanto, quando a pessoa acessa o link ela é direcionada a preencher um cadastro com todos os seus dados pessoais e familiares. E é neste momento que as informações são furtadas.

 

Verifique todas as mensagens

Muitas vezes a mensagem de golpe é enviada por pessoas conhecidas e até mesmo parentes. Dessa forma, as pessoas compartilham informações sem pesquisar se aquilo é mesmo verdade ou não.

“Quando recebemos informações de pessoas que são idôneas, nós acreditamos que o que foi compartilhado é verdadeiro e acabamos repassando, atingindo muitas outras pessoas. Com isso, esses links falsos e já corrompidos vão chegar a pessoas que acreditam ter acesso a esse pseudo benefício”, diz Faben.

Para não ser surpreendido com esses golpes, o ideal é sempre pesquisar na internet se aquela informação é verdadeira. Sites do Governo Federal, por exemplo, sempre terão no link a informação .gov.br. no final. Se não tiver, não é oficial.

Também é falso o auxílio prometido por mensagens solicitando cadastramento no suposto programa “Prato Cheio”, que daria direito a cestas básicas gratuitas.

Importante: Sempre desconfie de promessas fáceis.

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