Política

“O Brasil é o país que mais mata LGBT”, afirma presidente do grupo Aliança

De acordo com relatório divulgado pelo Grupo Gay da Bahia (GGB), em 2019 foram registrados no país 329 mortes violentas, sendo 297 homicídios e 32 suicídios
Por: Sabrina Borges | Publicado: 06/07/2020 às 00:00 | Alterado: 22/04/2021 às 11:06
José Lucena/Futura Press/Estadão Conteúdo
José Lucena/Futura Press/Estadão Conteúdo

Mesmo com as diversas dificuldades que este ano tem apresentado, devido a pandemia de Covid-19, a luta por direitos LGBTI (lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e pessoas intersexo) não parou. Assim como outros movimentos, o grupo LGBTI tem se adaptado as plataformas digitais para que os trabalhos não parem. 

No mês de junho, o movimento LGBTI realizou toda a pauta de reivindicação que estava prevista. Roberto Seitenfus, atual presidente do grupo Aliança falou sobre os problemas enfrentados pela população LGBTI. “O Brasil é o país que mais mata LGBT”, afirmou Roberto. A comunidade segue sofrendo perseguição, violência e criminalização devido sua orientação sexual e identidade de gênero.

De acordo com um relatório, divulgado pelo Grupo Gay da Bahia (GGB), que a mais de 100 anos atua em defesa dos direitos humanos dos homossexuais no Brasil, o país se mantém no ranking dos que mais contabiliza mortes de LGBT+. No ano de 2019, foram registrados no país 329 mortes violentas, sendo 297 homicídios e 32 suicídios. Em 2018 foram registrados 420 casos e em 2017, 445 mortes.

Apesar da queda em 2019, as mortes de LGBT+ aumentaram se comparado às décadas anteriores, em 2000, por exemplo, foram 130 homicídios. Desde que o estudo começou a ser feito, no ano 2000, pelo GGB foram 4,809 mortos no Brasil. É assustador. 

“O mês de junho não serve apenas para expressar o orgulho dos LGBT+, serve também para um momento de conscientização de que todos são seres humanos”, comentou Roberto. No mê de julho foram realizadas diversas eventos em formato de live em todo o país. Nestes encontros virtuais foram discutidos diversas questões políticas envolvendo os direitos da comunidade LGBT+. 

Uma grande conquista para a comunidade é que a LGBTfobia se tornoucrime no Brasil no dia 13 de junho do ano passado (2019). Com essa decisão, os atos de preconceito contra homossexuais e transexuais passaram a ser crime. A pena é de um a três anos, além de aplicação de multa. Esse é um dos muitos passos que devem ser feitos para acabar com a intolerância no país. 

Confira a participação do atual presidente do grupo Aliança, Roberto Seitenfus, a partir dos 32 minutos de transmissão: https://www.facebook.com/cliccamaqua/videos/268034517631556/

 

 

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