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Após estiagem, Rio Camaquã apresenta menor nível em 56 anos

Chuva prevista para os próximos meses não reverterá quadro de estiagem; veja as fotos registradas na Pacheca na manhã deste domingo (26)
Por: Elias Bielaski | Publicado: 26/04/2020 às 00:00 | Alterado: 22/04/2021 às 11:06 | Fonte: com informações de GaúchaZH
Foto: Éder Couto / Clic Camaquã
Foto: Éder Couto / Clic Camaquã
Foto: Éder Couto / Clic Camaquã
Foto: Éder Couto / Clic Camaquã
Foto: Éder Couto / Clic Camaquã
Foto: Éder Couto / Clic Camaquã
Foto: Éder Couto / Clic Camaquã
Foto: Éder Couto / Clic Camaquã
Foto: Éder Couto / Clic Camaquã
Foto: Éder Couto / Clic Camaquã

A Secretaria Estadual do Meio Ambiente divulgou no começo do mês de abril um relatório que analisa a situação hidrológica e projeta as condições meteorológicas no Rio Grande do Sul neste primeiro semestre de 2020. O estudo aponta que a chuva, prevista para os próximos meses, pode ser insuficiente para reverter o quadro de estiagem no Estado.

A maioria das regiões do Rio Grande do Sul deve ter chuva nos próximos sete dias, de acordo com o Relatório Oficial nº 15, elaborado pela Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), Emater-RS e Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga). Clique aqui e confira a previsão do tempo. Ainda sim, a chuva prevista para esta semana não deve modificar a situação.

Até o momento, oito bacias hidrográficas já se encontram em situação de alerta em função da baixa disponibilidade hídrica: Gravataí, Lago Guaíba, Sinos, Cai, Baixo Jacuí, Alto Jacuí, Taquari-Antas e Camaquã. O Rio Camaquã, inclusive, é um dos mais afetados pela estiagem. Dados da estação de medição Passo do Mendonça apontam o menor nível histórico em toda a série de 56 anos de coleta de informações.

As precipitações, segundo o documento, que devem ocorrer de forma mais regular e com volumes mais expressivos entre maio e julho, devem ser mal distribuídas pelo Estado. Baseada nestas projeções, a secretaria destaca que não será possível a recuperação do sistema hídrico, que registra déficit histórico quando comparado com anos anteriores. 

Há grande preocupação em razão do aumento da demanda hídrica em função do calendário de plantio, principalmente do arroz e da soja, que começa no mês de setembro. Essa situação representa risco substancial de comprometimento da disponibilidade hídrica nas bacias gaúchas, demandando ações de gestão e regulação de recursos hídricos, com foco maior nas bacias com conflito de uso da água.

O relatório projeta ainda que o cenário de chuvas abaixo da média, resultado da ausência dos fenômenos meteorológicos El Niño e La Niña, siga ao longo de todo o segundo semestre de 2020.

De acordo com a Defesa Civil, 255 municípios já decretaram situação de emergência e 116 tiveram o decreto reconhecido pelo governo federal.

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