Educação e Cultura

Escolas municipais de Camaquã retornam às aulas nesta semana

A partir de quarta-feira (19), as escolas do município terão o início do seu calendário letivo; saiba o que muda
17/02/2020 - 08h:17min - Fonte: com informações de GaúchaZH

Na próxima quarta-feira (19), os alunos matriculados na rede municipal iniciam mais um ano letivo em Camaquã. O calendário escolar se estende até o dia 17 de dezembro, tendo o recesso entre 27 a 31 de julho. As turmas de Educação Infantil em Escolas de Ensino Fundamental seguem o calendário de cada escola.

Dentre as principais mudanças realizadas no começo de 2020, se destacam as escolas Nadir Medeiros e Boaventura Cardoso da Silva.

A Secretaria Municipal de Educação está realizando uma obra de ampliação na Escola Municipal de Ensino Fundamental Boaventura Cardoso da Silva. Localizada na Vila São Carlos, a escola receberá duas salas novas até março de 2020.

A Escola Municipal de Ensino Fundamental Dr. Nadir Medeiros iniciou a reforma da quadra poliesportiva da instituição no final do mês de janeiro. A obra terá um investimento de quase 42 mil reais oriundos de um edital do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul.

Além disso, a cidade de Camaquã receberá uma nova Escola Municipal de Educação Infantil: a Recanto Infantil. Iniciada em 2018 pelo Governo Municipal, através da Secretaria Municipal da Educação, a qual realizou todo o projeto arquitetônico, com liberações documentais, sendo a obra licitada no final de 2019, teve início esta semana às obras da construção. A mesma estará localizada no bairro Floresta, no local onde estava o antigo Albergue Municipal.

 

Mudanças na rede de ensino

Iniciado na última quarta-feira (12), o ano letivo terá alterações em todas as esferas de ensino para os alunos de Camaquã, além de pais, professores e demais funcionários. As escolas municipais, estaduais, federais e particulares terão alterações, seja no método de ensino ou com reformas estruturais.

A rede estadual inicia seu período letivo no dia 18 de fevereiro, tendo variação da data inicial das aulas entre cada escola, podendo ter as aulas iniciadas até o mês de março. A Escola Ana César, por exemplo, optou por iniciar suas aulas no dia 3 de março. O calendário se extende até 16 de dezembro (nos dias 17 e 18 de dezembro, professores poderão aplicar exame final para alunos que necessitarem). O recesso ocorre de 20 de julho a 2 de agosto.

Na rede privada, as aulas devem ocorrer entre 17 de fevereiro a 15 de dezembro, com recesso de 27 a 31 de julho. O calendário da rede privada, no entanto,é o sugerido pelo Sindicato do Ensino Privado do Estado (Sinepe/RS). As escolas têm autonomia para elaborar o próprio calendário.

No campus do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Sul-rio-grandense (IFSul) de Camaquã, as aulas iniciaram nesta quarta-feira (12) com novidades estruturais e início da remodelação dos cursos integrados. Além disso, todas as salas do campus estão climatizadas após reestruturação do sistema de energia e instalação de ar-condicionados.

 

Novidades no IFSul Camaquã

Na manhã deste sábado (09), o diretor do Campus Camaquã do IFSul, Tales Amorim, participou do programa Controle Geral. O programa foi apresentado pelo repórter Elias Bielaski e contou com os comentários de Danilo Beltrami e o suporte técnico de José Ari Ferreira. 

Tales comentou sobre as diversas novidades que vão acontecer no Campus, uma delas é a realização de atividades para a comemoração dos 10 anos do IFSul em Camaquã. Neste ano de 2020 fazem que anos que o IF foi inaugurado no município. 

Tales falou sobre a ansiedade para receber os alunos no início do ano letivo. De acordo com ele são 180 novos alunos que o Campus vai receber este ano. O professor informou que os alunos vão ser recepcionados com mudanças na infraestrutura do local, todas as salas do IFSul receberam condicionadores de ar.

Ele informou que todos os cursos do IF vão passar por reformulações para ser mais atrativo para os alunos. Outra novidade divulgada durante o programa são os novos cursos do campus, que já demostrou interesse em incorporar o prédio e o terreno do Colégio Chequer Buchaim para a "construção" de um novo campus, com curso voltados à área da agricultura. Clique aqui e leia mais

Confira a entrevista completa a partir da 2h16 de transmissão:

 

 

Rede Estadual

A partir desta terça-feira (18), quando a maior parte das instituições estaduais volta às aulas – algumas, por conta da greve de docentes no ano passado, ainda estão ou acabaram de sair do ano letivo de 2019 –, haverá uma forma unificada de avaliação, o incentivo ao uso do diário de classe eletrônico, crianças de cinco anos matriculadas no Ensino Fundamental e horas-aula padronizadas em 60 minutos.

De acordo com informações obtidas junto à 12ª Coordenadoria Regional de Educação, da qual Camaquã faz parte, o início das aulas é definido pelas direções de cada escola. Em Camaquã, algumas escolas irão iniciar imediatamente após o início do calendário, no dia 18/02, enquanto outras iniciam suas aulas apenas em março.

Algumas dessas propostas têm sido alvo de críticas, em especial pelo que especialistas em educação e entidades da área classificam como uma falta de diálogo, por parte da Secretaria Estadual da Educação (Seduc), na sua implementação.

Atualmente, cada uma das escolas da rede estadual tem autonomia para definir de que forma vai avaliar os estudantes. É comum que sejam utilizados conceitos como "A", "B", "C" e "D", ou "péssimo", "bom", "muito bom", "excelente", entre muitos outros, que agora deverão ser padronizados com notas de zero a 10. Ficam de fora dessa padronização o 1º e o 2º anos do Ensino Fundamental.

O diretor do Departamento de Educação da Seduc, Roberval Furtado, destaca que foram identificadas, ao longo de 2019, 326 formas de avaliação utilizadas por escolas estaduais em 2019, o que levava a uma pulverização indesejada pela secretaria.

— Com isso, a secretaria não tinha como acompanhar o desenvolvimento dos alunos. O estudante transitava entre escolas da rede estadual e não havia uma uniformidade. Não pode haver essa pulverização — afirma Furtado.

O diretor explica que isso era prejudicial, por exemplo, ao se analisar o histórico escolar: conceitos diferentes dificultam uma compreensão mais clara da evolução e das aptidões do aluno. Ele garante, porém, que as escolas poderão continuar utilizando os conceitos com que estão acostumadas, contudo a divulgação das notas à Secretaria da Educação deverá, obrigatoriamente, ser feita com notas de zero a 10.

— A forma de avaliar é da escola, isso é muito genuíno, e é até interessante que a gente tenha várias formas de avaliar. Mas a forma de expressão dessa avaliação é que precisa ser única, para a rede poder acompanhar o desenvolvimento de cada aluno ao longo dos anos — completa Furtado.

Também serão padronizadas as matrizes curriculares, de forma a unificar a nomenclatura de disciplinas – há português e língua portuguesa, por exemplo – e a quantidade de aulas previstas para cada conteúdo.

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