Economia

Gás de cozinha mais barato de Camaquã é vendido à R$64

Média no preço do gás de cozinha de 13kg é de R$73, pouco acima da média estadual que é de R$70 e abaixo da média nacional, que é de aproximadamente R$77, segundo a ANP
12/02/2020 - 15h:52min - Fonte:

Durante a tarde desta quarta-feira (12), a reportagem do Clic Camaquã entrou em contato com os principais estabelecimentos que comercializam gás de cozinha na cidade. Dentre os estabelecimentos contatados, o valor de R$75 é quase uma unânimidade para o produto com a entrega incluída. Segundo a Agência Nacional do Petróleo (ANP), o botijão está custando em média R$ 70 no Rio Grande do Sul e aproximadamente R$77 na média do Brasil. 

O destaque vai para um dos estabelecimentos, localizado no Bairro Jardim, que vende o produto por R$64 no local e R$71 com entrega inclusa. A média entre os dez estabelecimentos contatados fica em R$73.

Na última semana, a Petrobras divulgou que reduzirá os preços do GLP (gás liquefeito de petróleo) em 3%. A redução servirá tanto para o gás usado nas residências, em botijões de 13 quilos, quanto naquele utilizado por comércio e indústria. 

Com a redução dos 3% que entrou em vigor no último sábado (8), a estimativa é de que o preço nas refinarias caia em torno de R$ 0,85 por botijão. Ainda não se sabe quanto isso significará de queda no preço pago pelos consumidores. De acordo com informações, o valor ainda não foi repassado para as distribuidoras do RS.

Essa é a primeira alteração nos preços do GLP realizada pela Petrobras neste ano. O último ajuste nos preços do gás de cozinha havia ocorrido em dezembro do ano passado, quando a estatal aumentou os preços do GLP em 5%, em média.

 

"Dia do Preço Justo"

Nesta quinta-feira (13), petroleiros do Rio Grande do Sul vão realizar mais uma ação do “Dia do preço justo”, a atividade que consiste na venda de botijões de gás de cozinha de 13 quilos por R$ 40. A ação vai ocorrer 10h às 12h, na rua Rio Grande, em Esteio. As 100 primeiras pessoas que comparecerem ao local poderão comprar botijões a preços subsidiados pelos trabalhadores.

Segundo o presidente do Sindicato do Petroleiros do RS (Sindipetro-RS), Fernando Maia, a ação é uma forma de alertar a população sobre os prejuízos causados pela política de privatização da Petrobras. “Queremos mostrar que é possível vender o gás de cozinha com o valor acessível e justo, levando-se em consideração o custo de produção nacional, mantendo o lucro das distribuidoras, revendedoras, da Petrobras e a arrecadação dos impostos dos estados e municípios”, diz.

Maia chama a atenção que está é uma política de governo e a situação irá piorar com a venda das refinarias, como a Refap, em Canoas. Por isso, os petroleiros defendem a intervenção do governo federal para barrar os aumentos sucessivos dos derivados de petróleo. “Acreditamos que a prioridade deve ser o povo brasileiro e não os acionistas privados da empresa. É possível vender o gás de cozinha a um preço menor e manter o lucro de acionistas, revendedoras e distribuidoras. Isso somente será possível com uma Petrobras pública, forte e integrada. Mas as ações do governo vão na contramão dos interesses da sociedade”.

O dirigente diz ainda que, a venda da Refap impactará nos empregos na região, na arrecadação de ICMS e na segurança das comunidades do entorno da refinaria.

 

Greve

Segundo dados da Federação Única dos Petroleiros (FUP), a greve da categoria iniciada no dia 1º de fevereiro já atinge 102 unidades do Sistema Petrobrás em 13 estados. A greve dos petroleiros cobra o cumprimento do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) da categoria e a suspensão da demissão de cerca de mil trabalhadores da fábrica de fertilizantes da Petrobras no Paraná (FAFEN-PR).

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