Política

"Nós vamos viver o resto da vida sem ver um prefeito tão ruim e tão incompetente quanto ele", disse João Carlos Machado sobre Ivo

O ex-prefeito de Camaquã respondeu ao atual prefeito Ivo de Lima Ferreira e disse que o atual prefeito irá carregar o título de pior prefeito da história pra sempre
10/09/2019 - 10h:19min - Fonte:

O ex-prefeito de Camaquã, João Carlos Fagundes Machado, realizou nesta terça-feira (10) uma entrevista coletiva com toda a imprensa local para contestar as denúncias feitas pelo atual prefeito da cidade, Ivo de Lima Ferreira, sobre possíveis irregularidades na Secretaria Municipal da Saúde. A coletiva ocorreu no diretório do Progressistas e foi transmitida ao vivo durante o programa Bom Dia Camaquã (assista abaixo).

João Carlos iniciou sua fala agradecendo à presença dos veículos de imprensa presentes no local. Dentre eles, o Clic Camaquã que transmitiu ao vivo a coletiva de imprensa.

O ex-prefeito Municipal de Camaquã utilizou o espaço para responder as acusações feitas pelo atual governo, na pessoa de Ivo de Lima Ferreira, o qual acusou os funcionários da Secretaria da Saúde no governo João Carlos de "fazerem parte de uma quadrilha". João Carlos se defendeu, afirmando que não entende nada de quadrilhas e que todos os funcionários da época eram honrados, bem como suas famílias.

Confira os registros em vídeo feitos pela reportagem do Clic Camaquã no local:

 

 

 Destaques da coletiva

"O nosso governo sempre privou pelo respeito à todos. Principalmente, às pessoas mais carentes, que merecem uma atenção mais especial", pontuou João Carlos Machado.

O político ainda utilizou sua fala para deixar uma pergunta ao atual secretário da Saúde, Luciano Pereira Dias. João Carlos disse: "Uma pessoa com o seu passado, com a sua história, tem propriedade para acusar alguém de fazer parte de uma quadrilha?".

João Carlos ainda destacou que possui três mandatos como prefeito eleito de Camaquã, sendo o único à ser reeleito e tendo a maior votação da história de Camaquã, com cerca de 23 mil votos. Ele também destacou seu mandato a frente da Secretaria da Agricultura do Rio Grande do Sul, seus quatro mandatos a frente da Farsul e diversas honrarias a nível estadual recebidos.

"Falo isso para as pessoas saberem tudo que o pior Prefeito de Camaquã conquistou." disse João Carlos, se referindo à afirmação feita por Ivo de Lima de Ferreira durante entrevista, em que o mesmo se referiu à João Carlos como "o pior administrador da história de Camaquã". Junto à sua assessora jurídica, Machado afirmou que irá registrar um boletim de ocorrência contra o prefeito Ivo de Lima Ferreira, referindo-se à afirmação feito pelo Prefeito, que disse que João Carlos e funcionários de sua gestão faziam parte de uma quadrilha.

João Carlos Machado finalizou dizendo "O prefeito Ivo de Lima Ferreira vai ficar marcado como o pior e mais incompetente Prefeito da história. Esse título ele vai levar pra sempre!".

Após o final da coletiva, o ex-prefeito conversou com a reportagem do Clic Camaquã e falou sobre a possibilidade de candidatura no próximo pleito, em 2020. Segundo ele, seu nome não estará a disposição para candidatura mas o seu partido, o Progressistas, irá preparar um candidato forte para o próximo pleito. 

O jornalista Eduardo Costa conversou também com a ex-primeira dama de Camaquã, Jussara Warlet Machado, que foi questionado sobre possível candidatura à liderança do Poder Executivo. Segundo ela, os correligionários citam seu nome como um dos possíveis pré-candidatos ao cargo mas ela não tem interesse em ocupar esta posição.

Confira a coletiva completa, a partir de 1h2min de transmissão:

 

A denúncia

De acordo com o prefeito Municipal, Ivo de Lima Ferreira, o Grupo Maciel analisou contratos de empresas que prestaram serviços ao município durante o período, sendo verificadas notas fiscais emitidas. Uma das possíveis irregularidades apontadas diz respeito ao descumprimento contratual. Cada empresa tinha um limite de consultas pré-estabelecido através de contrato.

O relatório aponta que era realizado um grande volume de consultas, geralmente acima ao que contempla os Termos de Credenciamentos, para faturamento de valores dos serviços prestados. Além disso, uma das empresas também realizou procedimentos cirúrgicos não autorizados através de contrato. Ao todo, foram 20 notas fiscais referentes aos serviços, totalizando R$ 202 mil.

O relatório ainda apontou que há empresas que não apresentaram notas fiscais referentes a serviços prestados ou apresentaram notas sem informações adequadas. Outra possível irregularidade apontada pelo relatório diz respeito à utilização de verbas federais e estaduais, em atividades diferentes da sua finalidade original. Cópias do documento foram entregues aos vereadores.

Leia mais: João Carlos Machado contesta denúncia de Ivo Ferreira em coletiva na próxima terça

 

Relatório não assegura possíveis irregularidades

No relatório de auditoria da Secretaria Municipal de Saúde, nos exercícios 2014, 2015 e 2016, a empresa contratada pela prefeitura, Grupo Maciel, não assegura sobre as possíveis irregularidades e inconsistências orçamentárias promovidas durante os anos citados. "O nosso relatório destina-se exclusivamente à finalidade descrita no primeiro parágrafo deste relatório e a informar V.Sas. não devendo ser utilizado para qualquer outro fim ou distribuído a terceiros que não tenham assumido responsabilidade pela suficiência de, ou que não tenham concordado com, os procedimentos acima.

Este relatório está relacionado exclusivamente com as contas e itens acima especificados e não se estende às demonstrações contábeis da Secretaria Municipal da Saúde de Camaquã, tomadas em conjunto".

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