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ClicTv: Arca e Canil Municipal possuem mais de 400 animais a espera de adoção em Camaquã

Conheça a história de alguns dos cães que foram resgatados de maus tratos, abandonados e esperam por um novo lar; Confira também imagens de abandonos e resgates realizados por protetores de animais
17/04/2019 - 10h:24min - Fonte:

A Associação Protetora dos Animais de Rua – ARCA, juntamente com o Canil Municipal, abrigam, ao total, mais de 400 animais a espera de adoção em Camaquã. Animais, no geral, fruto de abandono e maus tratos.

Na ARCA, vivem cerca de 230 animais que são diariamente cuidados, medicados e alimentados por voluntários do local. No Canil Municipal, há em torno de 195 abrigados. Animais de diversos tamanhos, cores, idades, deficiências e histórias. Confira algumas delas:

Fofão/Batata Doce:

O cãozinho Fofão, hoje batizado de Batata Doce, foi encontrado a beira de uma estrada, extremamente machucado e debilitado em uma manhã quente de Outubro, no ano de 2017. Ao receber fotos do animal, uma voluntária providenciou o resgate e o levou até a Arca. Lá, ele passou por meses de tratamento até recuperar seu pêlo, que havia caído completamente. Sua visão também foi comprometida, perdendo totalmente a capacidade de enxergar pelo olho esquerdo.

Após a recuperação, Batata Doce recebeu a visita de Greice, que imediatamente se apaixonou por ele e concretizou a adoção.

Cigana:

Cigana foi encontrada próximo a Blue Ville, pelos olhos de uma moça que chegou a Arca desolada com ela em seu colo, pedindo socorro. Ela tinha cerca de 7 meses, patas inchadas e esfoladas de percorrer o asfalto, pele avermelhada devido a sarna e em situação de extrema magreza. Foram necessários dois meses para sua completa recuperação.

Após o trauma, Cigana permaneceu por 1 ano morando na Arca, até receber a visita do casal Marcelo e Cláudia, que a inseriram em sua família.

*Outras histórias você confere no vídeo ao fim da matéria.

Segundo Sabrina, funcionária do Canil Municipal, a adoção ainda é um assunto difícil. A complicação começa no ato da procura. “As pessoas, na maioria das vezes, vem atrás de animais pequenos, peludos, de raça. Se tem uma coisa, falta outra. Nunca temos o animal perfeito”. O pior, é nos casos em que a adoção se realiza, mas o animal é devolvido semanas, meses, e até anos depois. Entre as justificativas estão surgimento de doenças, mudanças de imóvel, nascimento de crianças, etc. Não há mais espaço para o animal.

Ao realizar uma adoção, o adotante torna-se responsável legal por ele, que tem garantia por lei de ser cuidado e bem tratado. O artigo 32 da Lei 9.605/98 determina detenção de três meses a 1 ano e multa a quem praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos ou realizar experiência dolorosa ou cruel em animal vivo e a punição é aumentada de um sexto a um terço se ocorrer morte do animal. Segundo a protetora Ivana de Paula, atualmente os casos estão sendo devidamente denunciados e punidos com eficiência, graças ao apoio da Polícia Civil, PATRAM, Corpo de Bombeiros, Promotoria, etc.

A adoção deve ser um ato responsável e consciente, friza Ivana “A pessoa deve saber suas condições financeiras e psicológicas. É uma responsabilidade que deve durar por toda a vida do animal. Por isso, nossa luta é, além da conscientização, castração”.

Confira o vídeo com a matéria completa:

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