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Uruguai restringe acesso nas fronteiras para conter avanço da Covid-19

Governo uruguaio anunciou nova medida para frear avanço da doença, restringindo entrada de pessoas até 10 de janeiro
Por: Elias Bielaski | Publicado: 17/12/2020 às 00:00 | Alterado: 22/04/2021 às 11:06 | Fonte: Com informações de G1 e Isto É
Imagem Ilustrativa. Foto: Pinterest
Imagem Ilustrativa. Foto: Pinterest

O Uruguai, país vizinho da Argentina e do Estado do Rio Grande do Sul, anunciou a restrição de entrada de pessoas em suas fronteiras para conter o avanço da Covid-19. Em comunicado oficial, o presidente Luis Lacalle Pou anunciou novas medidas, incluindo a restrição de entrada nas fronteiras, durante esta quarta-feira, 16 de dezembro.

De acordo com o decreto, está restringida a entrada de pessoas no país entre 21 de dezembro e 10 de janeiro, período mais usual das festas de final de ano. De acordo com a Isto É, os uruguaios que já adquiriram uma passagem e o transporte de carga ficarão, no entanto, isentos desta medida, o que pode ter efeitos ainda mais negativos em uma temporada de verão que já se anunciava muito negativa para o comércio turístico.

“É com pesar que tomamos a decisão de suspender a entrada no país entre 21 de dezembro e 10 de janeiro (…), o que nos custa muito porque sabemos que são milhares de uruguaios que voltam ao país nas férias para visitar seus famílias”, informou o presidente em coletiva de imprensa.

Outros anúncios foram a suspensão dos espetáculos públicos também até 10 de janeiro, a regulamentação do direito de reunião e a ratificação do fechamento de bares e restaurantes à meia-noite.

“A segunda onda do mundo é a nossa primeira onda”, explicou Lacalle Pou, destacando que o número de casos de covid-19 no Uruguai continua a ser muito inferior ao de outros países.

O Uruguai atravessa, no entanto, desde o mês passado um crescimento exponencial nos casos de Covid-19, e soma 10.893 infecções e 102 mortes pela doença em uma população de 3,4 milhões de pessoas. Nas últimas 24 horas, foram registradas 476 novas infecções e quatro óbitos no país, o maior número desde março, segundo dados oficiais.

No início da quarta-feira, membros do Grupo Assessor Científico Honorário (GACH), órgão consultivo formado por especialistas, disseram em entrevista coletiva que, se a tendência não mudar, “o país entrará na zona vermelha” em 26 de dezembro.

Até junho, o Uruguai teve vários dias consecutivos sem nenhum novo caso, mas, desde outubro, e principalmente a partir de novembro, as infecções começaram a disparar, atingindo um recorde de 533 em 13 de dezembro.

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