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Acidente da TAM que vitimou dois camaquenses completa 14 anos

Wilma Klug, de 33 anos e seu filho Renan Klug Ribeiro, de apenas 13 anos, perderam a vida em acidente ocorrido no aeroporto de Congonhas
Por: Elias Bielaski | Publicado: 17/07/2021 às 17:50 | Alterado: 24/07/2021 às 23:40 | Fonte: Com informações de Correio do Povo e Wikipédia
Foto: AE
Foto: AE

Neste sábado, dia 17 de julho, completa 14 anos de uma das mais lembradas tragédias envolvendo moradores de Camaquã. Em 17 de julho de 2007, ao tentar pousar na pista 35L em São Paulo, a aeronave que fazia o voo TAM 3054 não conseguiu frear, ultrapassou os limites da pista, atravessou a avenida Washington Luís e colidiu com o prédio da TAM Express e com um posto de gasolina da Shell.

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A aeronave saiu de Porto Alegre e dentre as 199 vítimas, estavam 98 gaúchos, 2 deles de Camaquã: Vilma Klug, de 33 anos, que era chefe do Pronto Socorro do Hospital Nossa Senhora Aparecida; e seu filho, Renan Klug Ribeiro, de apenas 13 anos. 

Até hoje, este é o acidente aéreo com mais mortes na história da aviação brasileira.

O acidente, investigado pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos, órgão filiado à Força Aérea Brasileira, teve seu relatório final divulgado em setembro de 2009.

Como causas principais do acidente, foram apontados o erro do piloto, ao configurar irregularmente os manetes, falta da infraestrutura aeroportuária brasileira, faltando groovings (ranhuras) na pista de Congonhas e autonomia excessiva aplicada aos computadores da aeronave.

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O acidente foi tema de um episódio da série de TV Mayday, exibida pelo canal fechado National Geographic, onde narra todos os acontecimentos do acidente e da investigação final.

O episódio é intitulado "Deadly Reputation" ("Reputação Mortal", em português), devido à reputação ruim do Aeroporto de Congonhas, especificamente da pista 35L.

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Sem culpados?

Após dois anos e meio de investigações da Polícia Federal, causas para a tragédia foram levantadas, mas ninguém foi apontado como culpado. Três pessoas foram indiciadas, o então diretor de segurança de voo da TAM, Marco Aurélio dos Santos de Miranda e Castro, o então vice-presidente de operações da aérea, Alberto Fajerman, e Denise Abreu, que na época era diretora da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Todos foram inocentados.

Segundo o advogado Eduardo Lemos Barbosa, que defendeu oito famílias de vítimas, lembra que muita coisa mudou na aviação brasileira após o desastre.

"Pistas aumentaram, o sistema de manetes do freio da Airbus, que eram um para frente, outro para trás, foi alterado, agora, os dois são puxados para trás. Sem falar nas exigências para voar, mais rígidas para melhorar a segurança", conta o profissional, que escreveu o livro "A História Não Contada do Maior Acidente Aéreo da Aviação Brasileira", com alguns bastidores do que presenciou.  

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Roberto Gomes, irmão do empresário Mario, resume a conclusão do inquérito com uma frase: "A Justiça só faltou condenar as famílias".

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