Mundo Animal

Mais de 300 animais abandonados em Camaquã aguardam na ARCA por um novo lar

Voluntárias da Associação Protetora aos Animais de Rua Camaquã (ARCA) destacam importância da castração para o controle populacional
Por: Elias Bielaski | Publicado: 28/10/2021 às 16:43 | Alterado: 04/11/2021 às 22:33

Se você mora em Camaquã, com certeza conhece algum "cão comunitário" ou já presenciou alguma situação de abandono de animais domésticos na cidade ou no interior. A cultura de abandonar cadelas e suas crias em pontos de pouco movimento é uma das principais situações que a Associação Protetora aos Animais de Rua Camaquã (ARCA) tenta combater.

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Para falar sobre o assunto, o programa Bom Dia Camaquã, da ClicRádio, recebeu Ivana de Paula e Carla Garcia, voluntárias da ARCA, principal organização que luta pela causa animal na região.

Dentre os principais destaques, as voluntárias falaram sobre a atual situação da ARCA e sobre a importância da castração para o controle populacional dos animais de rua.

De acordo com diversos estudos, a castração se apresenta como uma alternativa eficaz no controle populacional de cães e gatos, pois colabora com a redução da natalidade sem agredir os direitos e o bem estar animal.

A curto prazo a esterilização reprodutiva é uma das ações mais efetivas e utilizadas em cães e gatos afim de controlar o crescente número desses animais e as consequências desse aumento no impacto à saúde pública.

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Atualmente, cerca de 300 animais abandonados em Camaquã foram acolhidos pela ARCA e aguardam por um novo lar, uma nova família.

Assista a entrevista completa e saiba mais:

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Emocionada, a voluntária Carla pediu a compreensão e a sensibilização da população:

"Vocês não sabem o que é o amor dos animais. É muito importante. Vocês não sabem o que estão perdendo! Espero que as pessoas se compadeçam destes animais"

Políticas públicas locais de controle populacional desses animais levam em consideração principalmente da proteção do seu bem-estar e da disseminação de doenças transmitidas entre esses animais (cinomose, parvovirose, etc.) ou comuns a eles e aos seres humanos (raiva, leishmaniose, leptospirose, etc.).

Além de esforços do poder público, organizações não governamentais (ONGs) tem papel importante no controle populacional desses animais com trabalhos de recolhimento, esterilização e destino (adoção) dos mesmos. 

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É o caso da ARCA, que através de emendas recebidas por vereadores e deputados, disponibiliza castrações de forma gratuita, sempre que possível, para população de baixa renda, que não tenham condições de arcar com os custos da cirurgia.

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