Eleições 2020

"Se são quinze vagas, os quinze mais votados deveriam ocupar estas vagas", afirma Robson Marques

Ex-secretário da Saúde foi o quarto candidato mais votado em Camaquã e acabou não se elegendo
Por: Elias Bielaski | Publicado: 22/12/2020 às 00:00 | Alterado: 22/04/2021 às 11:06
Robson Marques na ClicRádio. Foto: Elias Bielaski / Clic Camaquã
Robson Marques na ClicRádio. Foto: Elias Bielaski / Clic Camaquã

O programa Bom Dia Camaquã desta terça-feira, 22 de dezembro, recebeu o ex-secretário da Saúde e candidato a vereador na última eleição, Robson Marques, do Partido Trabalhista Brasileiro. Mesmo sendo o quarto vereador mais votado na cidade, com 952 votos, ele não está entre os quinze vereadores eleitos em virtude do sistema de quociente eleitoral. Assista a entrevista:

O sistema ainda gera confusão entre os eleitores (entenda abaixo). No início da entrevista, Marques agradeceu aos 952 votos recebidos na eleição e destacou que o sistema precisa ser revisto: "O sentimento é que a lei precisa ser revista. [...] Se são quinze vagas, os quinze mais votados deveriam ocupar estas vagas". Ele ainda destacou que caso o quociente deixe de existir, a eleição dos quinze mais votados iria valorizar cada candidato, de acordo com o trabalho desenvolvido durante cada campanha.

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No pleito bastante acirrado na busca por uma cadeira no Poder Legislativo camaquense, três candidatos fizeram uma boa votação, porém por questão da legenda, acabaram não efetivando a vaga. Eles ficaram entre os quinze mais votados em posição geral. São eles:

Robson da Saúde – PTB – 952 votos – 4° mais votado
Ivana de Paula – PSD – 670 votos – 13 ° mais votada
Marcos Maranata – PL - 640 votos – 14° mais votado

Conheça os vereadores eleitos:

  1. Luciano Cabeça (PSDB) – 1.483 votos
  2. Vitor Azambuja (PP) – 1.307 votos
  3. Bonus (REPUBLICANOS) – 1.192 votos
  4. Vinícius Araújo (MDB) – 911 votos
  5. Renato Cabelereiro (PSDB) – 890 votos*
  6. Mazinho (PSDB) – 857 votos*
  7. Neco (PSDB) – 845 votos
  8. Mano Martins (DEM) – 814 votos
  9. Marivone Ramos (PT) – 775 votos
  10. Eva Rosi (PSDB) – 759 votos
  11. Ronaldinho Renocar (PP) – 742 votos
  12. Prof Claiton Silva (PDT) – 696 votos
  13. Ilson Meireles (PP) – 619 votos
  14. Marcio Nunes (MDB) – 549 votos
  15. João Pedro Grill (PSB) – 549 votos

*Devem assumir Secretarias, dando a vaga para seus respectivos suplentes: Daniel da Pacheca e Mozart.

O Quociente eleitoral é um método pelo qual se distribuem as cadeiras nas eleições pelo sistema proporcional de votos em conjunto com o quociente partidário e a distribuição das sobras. Entenda como funciona e porque os parlamentares acima não se elegeram:

O que é novo nestas eleições 2020 é que o quociente foi utilizado em nível partidário e não de coligações como era feito anteriormente.

A conta é simples. Divide-se o número de votos válidos pelo número de vagas para definir quais partidos atingem o quociente eleitoral. Cada vez que um partido atingir a marca do QE, a legenda ganha direito a uma vaga na câmara.

Como funciona o quociente eleitoral? (Exempl0)

Partido/coligação Votos nominais + votos de legenda
Partido A 1.900
Partido B 1.350
Partido C 550
Partido D 2.250
Votos em branco 300
Votos nulos 250
Vagas a preencher 9
Total de votos válidos (conforme a Lei n. 9.504/97) 6.050

QE = 6.050 / 9 = 672,222222... => QE = 672

Logo, apenas os partidos A e B, e o partido D, conseguiram atingir o quociente eleitoral e terão direito a preencher as vagas disponíveis.

Eleições 2020: conheça os vereadores eleitos em Camaquã

Isso quer dizer que o partido C, não atingiu o QE, pois só teve 500 votos válidos. Os votos em branco e nulos não entram na conta do quociente.

No exemplo se dividirmos o QE pelo número de votos conquistados por cada legenda, teremos a seguinte composição: partido A, três vagas; partido B, duas vagas e partido D, quatro vagas.