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Nelson Egon Geiger
Por Nelson Egon Geiger
Advogado

O ATUAL DESENCANTO DE SER BANCÁRIO: A História Não Contada do BB de Camaquã (III)

Publicado: 02/06/2021 às 15:10 | Fonte: Nelson Egon Geiger

Disse no artigo anterior: que às vezes a memória me trai. Ali relacionei os funcionários da agência e ainda esqueci dois: os irmãos Ary e Ruy, pelotenses. Acho que agora está completo aquele quadro em 1961. 

O Dr. João Nunes de Campos me contou de quando era dono da Fazenda da Figueira, estando lá no alto em sua casa, com visão da estrada (a estadual era a ligação Porto Alegre – Pelotas. Inexistia a BR 116) observou um automóvel trancado. Segundo ele ao prestar auxílio soube que se tratava de um Diretor do Banco do Brasil que ia para Pelotas, sua terra. Depois de ajudar que o veículo andasse teria pedido ao Diretor que Camaquã merecia uma agência. Dois anos depois veio um telegrama informando a instalação da agência na cidade. Inaugurada em 1942, no prédio esquina da Av. Pres. Vargas com a Gen. Zeca Netto, frente ao hoje MACLA. 

Passo a história como me foi contada pelo Ilustre colega, que fora constituinte estadual no mandato 1946/50. Desta forma teria vindo a agência para cá. Hoje, pois, com 79 anos desde a instalação.

Bem os relatos que faço se limitam ao tempo entre 1961, quando cheguei para trabalhar na agência. Até 1986 quando fui para Brasília. Em 1959 a agência foi se localizar onde agora é Farmácia Panvel. Então assumi. 

Para instalação no novo local em com distância de meia quadra levamos todos os arquivos, materiais, maquinaria na mão; os funcionários e mais alguns carregadores contratados. Não era o caso de transporte veicular. Coisa de um final de semana, mais um dia. Tudo aprontado se deu a inauguração mencionada no artigo anterior, com presença de Diretores.

É isso que preciso contar. Somente 02 entradas: a principal pela Av. Pres. Vargas e uma lateral na Olavo Morais. Não existem mais. A porta da esquina que hoje é o acesso único para o Banrisul inexistia. A principal na Pres. Vargas era onde hoje existe uma parede de tijolos de vidro, observável melhor à noite, com luz. A Empresa Tedesco, mesma que construiu o Beira Rio fez o prédio. O 1º prédio público com banheiro para uso de clientes.

A porta tinha grade levadiça e um recuo fixo de madeira com vidros; para os lados direito e esquerdo portas do mesmo tipo que abriam quando empurradas retornando por molas. Não deu outra. No 1º dia de abertura ao público, com grande quantidade de pessoas que queriam acesso para a CREAI o ingresso foi embolado; com empurrões. Antes de ser percebido que a passagem era lateral todo o grupo arremeteu-se direto à contra porta fixa quebrando vidros e madeiras. Inovações .....

O banheiro para usuários era no piso superior; logo após a escada. Esta até hoje a mesma no prédio. Foram disponibilizados três mictórios e dois gabinetes. Pensei: “isso não vai dar certo”. Pois é; logo nos primeiros dias algum cliente menos informado e, talvez, na hora necessitado e não entendendo o que era aquilo, culminou e utilizá-lo erradamente. Problema no dia seguinte para a limpeza.


EDIÇÃO de 02 de junho de 2021.___.